conecte-se conosco


Nacional

Procurador que espancou colega de trabalho pode ser excluído da OAB

Publicados

em

 

source
Gabriela Samadello Monteiro de Barros

Gabriela Samadello Monteiro de Barros – Reprodução redes sociais – 21.06.2022

O procurador Demétrius Oliveira de Macedo, de 34 anos, flagrado em vídeo agredindo uma colega de trabalho, a procuradora-geral do município de Registro, no Interior de São Paulo, Gabriela Sabadello Monteiro de Barros, de 39, pode ser excluído dos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil. O acusado é alvo de um procedimento da OAB/SP para apurar sua conduta. Quando essa apuração terminar, ele pode ser punido “até mesmo com a penalidade de exclusão dos quadros da OAB e impossibilidade de advogar e de exercer o cargo de procurador”, afirmou o Conselho Federal da OAB.

De acordo com o texto, o Conselho Federal, o Colégio de Presidentes das Seccionais da OAB e a OAB/SP receberam “com indignação e preocupação a notícia de que a procuradora-Geral do município de Registro, em São Paulo, foi brutalmente agredida em seu ambiente de trabalho, por um colega, em decorrência de sua atuação profissional”.

“Essa agressão mostra que, mesmo quando superam diversas barreiras, as mulheres ainda ficam à mercê de violências em decorrência da própria atuação profissional”, segue a nota.

Além da apuração sobre a conduta de Macedo, a OAB acompanhará, por meio das comissões da Mulher Advogada do Conselho Federal e da seccional paulista, o caso na Justiça.

O vídeo que mostra Gabriela sendo brutalmente espancada por Macedo causou indignação. A mulher aparece acuada, sem conseguir se defender, enquanto ele a agride. As imagens, que circularam nas redes sociais, foram registradas por uma colega de trabalho da procuradora-geral.

Macedo foi encaminhado para o 1º Distrito Policial de Registro e alegou que a agressão foi cometida por sofrer assédio moral no trabalho. Ele foi liberado. Em nora, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que “o caso foi registrado como lesão corporal e é investigado pela DDM de Registro. A equipe da unidade já ouviu a vítima e o agressor e aguarda o resultado dos exames periciais para análises e elucidação dos fatos. Detalhes serão preservados para garantir a autonomia ao trabalho policial”.

Comentários Facebook
Propaganda

Nacional

Dom e Bruno: parentes de suspeito aguardam fim das investigações

Publicados

em

Avião da Polícia Federal (PF) com restos mortais de Bruno e Dom no Aeroporto de Brasília
TV Brasil – 16/06/2022

Avião da Polícia Federal (PF) com restos mortais de Bruno e Dom no Aeroporto de Brasília

Enquanto se protegia do sol na varanda de sua casa, em Atalaia no Norte (AM), na última quinta-feira, Raimunda disse que seu marido deixaria a cadeia no dia 14 de julho. Sem revelar o sobrenome, a mulher conhecida como “Loira”, por seus cabelos e olhos claros, contava os dias para ver o companheiro. O preso, no caso, era Oseney da Costa de Oliveira, o “Dos Santos”, que foi apontado por uma testemunha como um dos envolvidos no duplo homicídio do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips na Amazônia, no início de junho . Raimunda é casada há 22 anos com Oseney.

“Hoje é a visita dele. Já levei comida”, diz Raimunda, enquanto se debruça sobre o balcão da casa feita com a madeira que saiu da floresta.

Reiterando que o marido “não fez nada”, ela credita a prisão aos laços familiares:

“Qualquer um vai julgá-lo, mas aquele lá do céu sabe da verdade. Deus sabe. Nós temos 4 filhos. Eu tinha 15 anos quando o conheci, lá no Ladário (comunidade ribeirinha). Prenderam ele só porque é da mesma família (do assassino). Se um errou, não quer dizer que todos erraram, não é?”, argumenta, com indignação.

Irmão de Amarildo da Costa de Oliveira, o Pelado, que confessou os assassinatos , Oseney foi apontado pela Polícia Federal (PF) como possível cúmplice dos crimes. Segundo informação coletada pela investigação, ambos teriam se encontrado no local do desaparecimento de Dom e Bruno.

Enquanto Raimunda esperava o horário da visita à prisão, a PF efetuava mais uma simulação do crime no Rio Itaquaí junto aos suspeitos presos . O plano era confrontar as versões dos envolvidos.

A 700 metros da casa de Raimunda, deputados e senadores que integravam a comissão externa em visita à cidade eram recebidos na sede da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) por mais de cem indígenas, mas também pelos prefeitos de Atalaia do Norte, Denis de Paiva (União Brasil), e do município vizinho de Benjamin Constant, David Bemerguy (MDB) — que tiveram de deixar o lugar a pedido dos indígenas.

“Saímos para deixar os indígenas à vontade. Ficaram incomodados. Quem me relaciona ao que aconteceu não conhece a realidade do município”, diz Paiva.

Desde que os crimes começaram a ser investigados, relações políticas e atividades ilegais na região passaram a ser escrutinadas pela opinião pública. Conforme O GLOBO revelou, Pelado é cunhado de Laurimar Lopes Alves, o Caboclo, um pescador que tem processos na Justiça Federal por invasões recorrentes à terra indígena Vale do Javari, além de um histórico de violência contra índios Korubos, de recente contato.

Casado com Elizandra da Costa de Oliveira, irmã de Pelado, Laurimar foi resgatado em 1999 no caminho para a prisão por um vereador, Edmar Chagas, que é ex-secretário de Produção Rural do município e hoje atua como pastor da Assembleia de Deus e porta-voz dos pescadores de Atalaia do Norte. Laurimar tinha sido flagrado com 400 quilos de peixe liso, tracajás abatidos, material de pesca, armas e canoas.

Reunião com a PF

Os parentes do assassino confesso moram em diferentes locais da região, como as comunidades de Ladário e São Gabriel, ambas em Atalaia do Norte.

“Somos a mesma família, mas eles (Pelado e Laurimar) moram lá em cima, em São Gabriel, e a gente mora aqui embaixo (na cidade). A gente estuda e, às vezes, ia para lá pegar um peixe, passar os finais de semana. Está todo mundo abalado”, diz Rauliney, filho de Oseney.

As comissões externas do Senado e da Câmara se reuniram com a Polícia Federal em Tabatinga (AM) e, posteriormente, ouviram também servidores da Funai que trabalham no Vale do Javari. Amigo de Bruno Pereira, o indigenista Guilherme Martins, servidor da Funai, narrou várias ocasiões em que bases do órgão foram alvos de tiros em vários pontos do país, mas que raras eram as respostas das polícias locais.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Nacional

Comentários Facebook
Continue lendo

CIDADES

ESTADO

POLÍTICA

ENTRETENIMENTO

Mais Lidas da Semana