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Quadrilha sequestrava e vendia crianças para exploração sexual, revela PF

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PF realizou operação contra exploração sexual de crianças e adolescentes – Divulgação

Alvo de uma operação da Polícia Federal e das polícias Civil de diferentes estados, uma quadrilha é suspeita de sequestrar e vender crianças para serem exploradas sexualmente, inclusive por estrangeiros. Na ação contra o abuso e exploração infantil, batizada de Black Dolphin , foram cumpridos mais de 200 mandados de busca e apreensão no Rio, São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul. Até o início da noite dessa quarta-feira, 53 pessoas tinham sido presas em flagrante.

A investigação tem como alvo uma extensa rede de pornografia infantil que circula na chamada “deep web”, ambiente oculto da internet. A apuração teve início em 2018, quando foram descobertos os planos de um homem que pretendia vender a sobrinha para abusadores russos. Ele havia planejado levar a menina para a Eurodisney em Paris, na França. Lá, fingiria ter perdido a menina, que seria vendida aos estrangeiros. O homem foi descoberto pela Polícia Civil de São Paulo e acabou preso. A partir do caso, as investigações começaram e a suspeita é de que a rede de pedofilia seja extensa.

De acordo com a delegada federal Paula Mary, Chefe do Grupo de Repressão aos Crimes Cibernéticos, os investigadores agora vão se debruçar sobre todo o matérial apreendido – principalmente cenas de abusos e exploração sexual de crianças e adolescentes – no intuito de deliminar a função de cada um dos investigados na organização criminosa.

“Há varios tipos de abusadores nesse grupo. Há aqueles que estupram as crianças, os que conseguem ter acesso a essas crianças, os que produzem os vídeos, aqueles que comercializam essas imagens, os que armazenam esse conteúdo e os que divulgam ou compartilham de alguma forma. E essas pessoas que conseguem as crianças, pode ser por venda ou sequestro, por exemplo. Temos uma gama de possibilidades e de crimes envolvidos”, detalha a delegada.

No Rio de Janeiro, a força-tarefa prendeu um homem em flagrante no Cachambi, na Zona Norte do Rio. Foram encontrados com o suspeito materiais contendo cenas de abusos e exploração sexual contra crianças e adolescentes.

“O suspeito acabou por confirmar que frequentava esses ambientes virtuais e que alguns deles funcionam como pontos de encontro de homens e mulheres sobre práticas sexuais que têm mais preferência, como obter esse material e muitas das vezes compartilham dicas de como se esquivar da ação policial”,  afirmou Mary.

De acordo com a delegada, a investigação tem agora como uma de seus principais objetivos identificar as vítimas que aparecem em fotos e vídeos encontrados: “é fundamental que a gente consiga identificar essas vítimas porque são crianças que podem estar sendo feitas de escravas sexuais, sequestradas. Ou pode ser alguém também sofrendo abusos dentro do próprio ambiente familiar. São muitas possibilidades”.

De acordo com a PF, o nome da operação foi escolhido em razão dos investigados afirmarem que as leis brasileiras “são ridículas e que não haveria prisão, no Brasil, capaz de segurá-los; e que em razão de suas habilidades, somente a Colônia 6 Russa, conhecida como Black Dolphin, seria capaz de detê-los”. Essa prisão, localizada na fronteira com o Cazaquistão, é conhecida por abrigar presos condenados à epna perpétua e pelo rigor no tratamento dos detentos

“Essa operação serve para mostrar que mesmo os crimes realizados no ambiente virtual deixam rastros. A investigação pode ser mais complexa, mas é possível chegar aos responsáveis nesses casos. E é importante ressaltar a importância das pessoas denunciarem quando presenciarem ou suspeitarem de algo. Deixar de denunciar só beneficia o próprio abusador”, avalia a delegada Paula Mary.

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“Estardalhaço” atrapalhou negociação de vacinas com a Índia, dizem diplomatas

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Avião
Divulgação/Ministério da Saúde

Governo precisará ser discreto para conseguir lote de vacinas da Índia, dizem diplomatas

O estardalhaço feito na semana passada em torno do embarque de uma aeronave para a Índia para buscar os 2 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 atrapalhou bastante e feriu interesses, inclusive os de nações vizinhas ao país asiático. A avaliação no meio diplomático é que houve precipitação ao se anunciar, com alarde, a importação das doses fabricadas por um laboratório indiano, sem que a operação estivesse garantida . Por isso, a estratégia que passou a ser adotada nas negociações com os países fornecedores tem como ponto central a discrição.

Na semana passada, o governo divulgou com ênfase a ida de uma missão coordenada pelo Ministério da Saúde à Índia para buscar a uma vacina desenvolvida pelo consórcio da farmacêutica britânica AstraZeneca e da Universidade de Oxford. O lote foi fabricado pelo laboratório indiano Serum. Um avião partiria de Recife, na quinta-feira, e desembarcaria no país, com os imunizantes, dois dias depois.

A missão foi abortada. O governo indiano avisou que ainda não estava preparado para realizar as exportações dos imunizantes, ainda mais quando estava para ser iniciada a campanha de vacinação naquele país. Os indianos ainda sofriam a pressão dos vizinhos.

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A expectativa do governo brasileiro é que o envio das doses ao Brasil ocorra nos próximos dias. Segundo fontes ouvidas pelo Globo, não há uma previsão de quando os produtos vão chegar, mas existe a convicção de que a situação vai se resolver. Uma dessas fontes enfatizou que todos os envolvidos estão “trabalhando duro, esperançosos e discretos”.

Ainda sem respostas definitivas da Índia e da China que possam dar segurança quanto ao abastecimento de vacinas contra a Covid-19 no Brasil, o governo brasileiro vem mantendo reuniões junto a autoridades dos dois países. O presidente Jair Bolsonaro, por exemplo, pediu uma solução pessoalmente ao embaixador da Índia no Brasil, Suresh K. Reddy, em uma reunião na segunda-feira.

No caso da China, o problema está na liberação do insumo farmacêutico ativo, o IFA, para fabricação da vacina CononaVac pelo Instituto Butantan e também da Oxford/AstraZeneca , a ser produzida na Fiocruz. Na segunda-feira, Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, declarou que o atraso na entrega de mais insumos é motivo de preocupação, porque os produtos estão parados na China.

Fontes oficiais procuradas pelo Globo ressaltaram que o insumos não estão retidos: seguem o caminho burocrático usual  para exportação. Um integrante do governo disse que prefere apostar no tradicional pragmatismo dos chineses, para que os ataques a Pequim proferidos por Bolsonaro e outros integrantes do governo brasileiro desde o início do mandato presidencial não sejam usados como pretexto para o atraso no envio dos produtos.

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