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Mães e parentes fazem protesto para lembrar das crianças que morreram com passagens no Hospital Francisco de Assis em Guarapari

Mais uma vez as mães e parentes de crianças que morreram com passagens pelo Hospital Francisco de Assis (HFA) em Guarapari realizaram um protesto para lembrar as mortes de seus bebês. E o protesto de hoje (6) foi em plena quarta-feira de cinzas na Praia do Morro. Com cruzes, faixas, VELAS e um caixão com […]

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Mais uma vez as mães e parentes de crianças que morreram com passagens pelo Hospital Francisco de Assis (HFA) em Guarapari realizaram um protesto para lembrar as mortes de seus bebês. E o protesto de hoje (6) foi em plena quarta-feira de cinzas na Praia do Morro.

Com cruzes, faixas, VELAS e um caixão com os nomes das várias crianças que morreram eles chamaram atenção na praia que ainda tem vários turistas. Uma das mães, Fabíola Walter Pereira, explicou a manifestação. “Nós vamos continuar fazendo manifestação até vermos que estão acontecendo melhorias na saúde da cidade. Guarapari é uma cidade linda, maravilhosa que precisa ter uma saúde a altura. Estamos lutando pelos nossos filhos, os filhos de Guarapari”, explicou Fabíola.

Apoio. Ela diz que quanto mais apoio da sociedade e das autoridades, melhor. “Estamos pedindo socorro porque tem crianças morrendo. Quem puder nos ajudar, venha nos ajudar”, disse ela. 

Medo. Grávida de 37 semanas, Mayara Vieira, afirma que está com medo. Ela perdeu o filho Rauan, de apenas dois anos,  em novembro de 2018. Segundo ela, ele morreu  após ser atendido por um médico no HFA e ser diagnosticado tardiamente com infecção no sangue. “O caso do meu filho era sério, mas o médico disse que era só garganta inflamada e passou remédio e me mandou para casa. Ele não melhorou e eu voltei para o hospital quando outro médico olhou os exames e viu que o caso era sério e fui encaminhada para Vitória”, disse ela sobre a história.

Forte. Em Vitória os médicos detectaram uma infecção no sangue que afetou todo o corpo de Ruan “Se desde o começo eles tivessem visto essa infecção e começado a cuidar, a bactéria não teria ido para a corrente sanguínea. Meu filho fez várias cirurgias, mas não resistiu e morreu depois de 7 dias. Eles poderiam ter salvado a vida do meu filho. A dor eu vou ter o resto da minha vida. Mas eu tenho que ser forte, porque eu tenho outros filhos. Estou aqui para evitar que outras famílias sofram o que eu estou sofrendo, desabafa ela.

Resposta. Em contato com o Hospital francisco de Assis (HFA) para que ele comentasse as recentes manifestações, recebemos a nota abaixo: 

“NOTA DE ESCLARECIMENTO À IMPRENSA

O Hospital Francisco de Assis – HFA, ciente da manifestação que aconteceu nesta quarta-feira, dia 06 de fevereiro de 2019, vem através desta apresentar posicionamento. Levando em conta que o argumento para o protesto envolve os serviços de saúde oferecidos no município de Guarapari, local de atuação do HFA, é importante citar que:

O Hospital consolidou-se como referência na linha de cuidado materno-infantil para toda a região metropolitana do ES, com atendimento exclusivo ao Sistema Único de Saúde – SUS, e que é uma maternidade para atendimento à gestação de Risco Habitual, e sempre preza pelo cuidado e qualidade na assistência aos seus usuários.

Atualmente, dispõe de infraestrutura adequada e equipamentos de alta tecnologia destinados para realização dos serviços conforme protocolos técnicos e políticas de humanização. É o único Hospital da cidade com maternidade funcionando 24 horas por dia, com atendimento de urgência, acolhimento e classificação de risco, plantão presencial com dois médicos obstetras, neonatologistas, pediatras, equipe de enfermagem e multiprofissional especializadas.

Dados estatísticos levantados no período 01 de Janeiro até o dia 06 de Março de 2019 demonstram a realização de um total de 265 partos, sem nenhum tipo de complicação e todos com desfecho favorável. Destes, 136 foram partos naturais, incluindo inclusive os partos prematuros em que os bebês foram prontamente assistidos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do hospital até sua alta hospitalar.

Além disso, o hospital possui uma Comissão de Ética Médica para avaliação de todos os procedimentos que possam infringir o código de ética da medicina, e um Núcleo de Qualidade com objetivo de manter os padrões necessários, sendo fiscalizado mensalmente pela Secretaria Estadual de Saúde. E embora tenham ocorrido óbitos nos últimos meses, a diretoria técnica salienta que os casos foram motivados por causas inevitáveis, considerando a complexidade do hospital.

A instituição, juntamente com todo corpo clínico, se sensibiliza quando um óbito é registrado, entende a comoção popular e se solidariza com as famílias e pessoas envolvidas nesses casos.

O hospital, no entanto, reafirma o compromisso de que vai sempre assistir a população com a mesma dedicação e presteza que faz ao longo dos anos de atuação no município de Guarapari e região.

Oportunamente, a Diretoria do HFA conclama a população para apoiar a estrutura hospitalar existente que se difere, dada a atual capacidade instalada, de todos os municípios de médio porte no Estado do Espírito Santo, para que possamos somar forças na melhoria contínua dos serviços ofertados às gestantes e às crianças em Guarapari.”

Fonte: Portal27

Texto: Wilcler Carvalho Lopes

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Defesa Civil Nacional repassa R$ 96,4 mil para o município de Alegre

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Casa destruída após queda de muro em Alegre. Um homem morreu - Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), autorizou o repasse de R$ 96,4 mil para ações de defesa civil na cidade de Alegre, no Espírito Santo. A portaria foi publicada nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da União. A cidade capixaba sofreu com chuvas intensas e usará o recurso para a reconstrução de uma ponte. A ação beneficiará cerca de 29,5 mil pessoas.

Em todo o País, estados e municípios atingidos por desastres e que já tenham obtido o reconhecimento federal de situação de emergência ou de estado de calamidade pública podem solicitar recursos do MDR para atendimento à população afetada. As ações envolvem restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de equipamentos de infraestrutura danificados.

A solicitação deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). Com base nas informações enviadas, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Com a aprovação, é publicada portaria no DOU com a especificação do montante a ser liberado.

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