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Política

Que filha exemplar! Devolveu ao pai, o Queiroz, 80% do salário que ganhou

Novo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta movimentações atípicas na conta bancária de Nathália Melo de Queiroz, filha de Fabrício Queiroz. O documento encaminhado ao Ministério Público do Rio de Janeiro mostra que ela devolveu ao pai 80% do salário recebido como assessora do presidente Jair BolsoO Coaf apontou que, entre […]

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Novo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta movimentações atípicas na conta bancária de Nathália Melo de Queiroz, filha de Fabrício Queiroz. O documento encaminhado ao Ministério Público do Rio de Janeiro mostra que ela devolveu ao pai 80% do salário recebido como assessora do presidente Jair BolsoO Coaf apontou que, entre junho e novembro do ano passado, Nathália movimentou R$ 101 mil, o que seria incompatível com a renda. Ela teria feito, no mesmo período, 23 saques em dinheiro, no total de R$ 11.950, conforme o veículo.

Como funcionária do gabinete de Jair Bolsonaro, Nathália recebeu R$ 36,6 mil e devolveu R$ 29,6 mil ao pai entre os meses de junho e novembro do ano passado.

Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL), é investigado pelo Ministério Público do Rio por receber de volta parte dos salários dos funcionários do gabinete na Assembleia Legislativa do estado (Alerj). Segundo apuração, esse dinheiro era usado para ampliar a base de apoio do então deputado.

Essa não é a primeira vez que Nathália é apontada pelo Coaf. Relatórios anteriores mostram repasses a Queiroz no valor final de R$ 97,6 mil ao longo de 2016. Nessa época, a mulher trabalhava como assessora de Flávio na Alerj.naro (PSL), quando ele era deputado. As informações são do jornal O Globo.

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Política

SP: Lei com medidas de combate à fome é publicada no Diário Oficial

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A prefeitura de São Paulo publicou no Diário Oficial do município desta quinta-feira (30) a lei que dispõe sobre a Política de Segurança Alimentar e Nutricional no município e cria o Auxílio Reencontro, a Vila Reencontro e o Fundo de Abastecimento Alimentar de São Paulo. O projeto de lei que trata do tema foi aprovado ontem (29) na Câmara Legislativa e sancionado no mesmo dia pelo Executivo.

A nova lei agrega programas já existentes e institui novos, como a Vila Reencontro, o Fundo de Abastecimento Alimentar de São Paulo e o Auxílio Reencontro, além de instituir a Política de Segurança Alimentar e Nutricional para pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade social.

Pela lei, o Auxílio Reencontro vai consistir em um benefício financeiro temporário para quem acolher pessoas em situação de rua. Esse benefício poderá ser suspenso ou cancelado se a pessoa acolhida retornar à situação de rua ou não apresentar comprovante de endereço, se o beneficiário não atender aos critérios para manutenção do auxílio e se a pessoa acolhida ingressar no mercado de trabalho. 

De acordo com a prefeitura, o objetivo do Auxílio Reencontro é “reduzir o número de pessoas em situação de rua na cidade, de forma digna e autônoma, ampliar a proteção social e fortalecer estratégias para a saída qualificada da situação de rua e favorecer o retorno ao convívio familiar e comunitário”. O valor e a duração do auxílio serão definidos em decreto.

Já a Vila Reencontro é um conjunto de moradias sociais que será promovida pelo Poder Público para o acolhimento transitório com a promoção de políticas municipais direcionadas à população em situação de rua. O Fundo de Abastecimento Alimentar tem o objetivo de custear a Política de Segurança Alimentar e Nutricional, podendo desenvolver e apoiar financeiramente programas e projetos elencados na lei. 

Críticas

Durante a tramitação do projeto ontem, houve críticas tanto ao conteúdo quanto à tramitação do projeto. A bancada do PSOL avaliou que o PL apresenta soluções erradas, superficiais e que apelam para a caridade como política pública. Sobre o Auxílio Reencontro, a bancada disse, em nota, que “a lei aprovada não cita os valores dessa bolsa, as formas de avaliação dos resultados e como será garantido que as pessoas abrigadas não estão expostas a situações degradantes”.

O vereador Gilberto Nascimento Jr. (PSC), que votou a favor do projeto, citou o Auxílio Reencontro como ponto que deve ser tratado com cuidado, conforme divulgou a Câmara. Ele avalia que é fundamental que psicólogos, psicoterapeutas e psiquiatras acompanhem todo o processo de reinserir uma pessoa em situação de rua dentro de casa. “Se não, não resolvemos o problema e acabamos enxugando gelo”.

Ainda segundo divulgou a Câmara, a vereadora Juliana Cardoso (PT), que votou contra o PL, disse que concorda com o desenvolvimento de políticas públicas para combater a fome, mas entende que o projeto “tira a autonomia dos conselhos na relação da segurança alimentar”. “Quer dizer, tira o poder dos conselhos, das secretarias e cria o Fundo. Quem vai fiscalizar esse Fundo? Como vão ser organizadas essas políticas de combate à fome, se são programas que já existem na cidade de São Paulo?”.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Política Nacional

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