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Política Nacional

“Querem criminalizar homens”, diz deputado que atacou campanha contra assédio

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Jessé Lopes, do PSL, segue atacando o movimento feminista arrow-options
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Jessé Lopes, do PSL, segue atacando o movimento feminista


O deputado estadual de Santa Catarina, Jessé Lopes (PSL) , atacou novamente o movimento feminista. Após dizer que a campanha “Não é Não”, realizada para combater o assédio no carnaval, pretende tirar “o direito da mulher de ser assediada”, ele afirmou, em entrevista ao jornal o Estado de S.Paulo, que existe uma mobilização para “criminalizar os homens”.

“As mulheres são tão vítimas quanto negros, brancos, pobres, ricos, gays e héteros. Medidas preventivas também podem ser tomadas, como por exemplo ir a lugares seguros e acompanhadas, disse o deputado ao comentar sobre medidas de combater o assédio.

Na visão de Jessé Lopes , hoje as mulheres têm mais direitos do que os homens por causa de leis como a Maria da Penha e a do feminícidio, linha de pensamento que ele já tinha externado pelas redes sociais no dia 11 de janeiro.  

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“Após as mulheres já terem conquistado todos os direitos necessários, inclusive tendo até, muitas vezes, mais direitos que os homens, hoje as pautas feministas visam em seus atos mais extremistas tirar direito. Como por exemplo, essa em questão, o direito da mulher poder ser ‘assediada’ (ser paquerada, procurada, elogiada)”, escreveu o político  na ocasião.

Jessé Lopes

Em seu primeiro mandato como deputado estadual, Jessé propôs três projetos de lei: obrigatoriedade de exame toxicológico em candidatos ao ingresso nas universidades públicas estaduais; a regulamentação do uso de equipamentos de proteção individual e instrumentos de menor potencial ofensivo pelo agente de segurança socioeducativo; e autorização ao Poder Executivo de Santa Catarina para alienar, por venda, imóveis no município de Florianópolis.

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Política Nacional

Lula sinaliza apoio a Freixo e quer Haddad viajando pelo Brasil

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Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva arrow-options
Agência Brasil

Lula disse que pretende respeitar decisão do ex-prefeito de São Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que, no Rio de Janeiro, já há um acordo fechado para apoiar Marcelo Freixo (PSOL) como candidato à Prefeitura na eleição deste ano. Em São Paulo, ele defende o nome de Fernando Haddad, que resiste a concorrer novamente a prefeito.

“No Rio de Janeiro, já tem uma cultura estabelecida no PT do Rio que é o apoio ao Freixo. Tem uma coisa consolidada, e é assim que a gente vai tocando o barco”, afirmou o petista.

Em reunião com deputados e senadores do PT na tarde desta quarta-feira (18), ele disse que o ex-prefeito Fernando Haddad deveria viajar pelo Brasil nestas eleições. Argumentou que, no Norte e no Nordeste, a mídia local daria mais espaço ao petista. Ele mesmo se colocou à disposição dos candidatos a prefeito para viajar em uma pré-campanha a partir de abril.

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Haddad também participou da reunião e anunciou aos parlamentares um plano para repaginar a estratégia de comunicação em redes sociais do PT. Lula afirma que o PT precisa melhorar sua comunicação, não só em reação ao bolsonarismo, mas como um todo.

“O PT precisa melhorar sua comunicação como um todo. É um partido muito grande, enraizado em todo o território nacional, mas o partido precisa se aprimorar e coletivizar sua comunicação digital. O Haddad está cuidando disso junto com outros companheiros e eu espero que o PT possa dar um salto de qualidade.”

Ele frisa que o objetivo é “provar que é possível utilizar a comunicação digital para falar a verdade, para fazer debate, de coisa com conteúdo”. Haddad afirmou que a oposição está lidando com “uma maquinaria que envolve cadastros privados, caixa 2 e fake news”.

“É muito crime contra a gente. Nós precisamos ter uma ofensividade maior em reação a isso. Isso significa alinhamento político, pensar numa campanha com o legado do partido”, disse.

Ele nega que queira ser candidato a prefeito. Lula, por sua vez, diz que o nome de Haddad será bem recebido na disputa. “Vai ter um candidato. O dia que o Haddad quer ser candidato, ele será o candidato. Todo mundo que disputa na verdade gostaria que o Haddad fosse candidato, mas é uma coisa que temos que respeitar a decisão dele, de querer ser ou não.”

Ataques à imprensa

Lula também se posicionou sobre os ataques do presidente da República Jair Bolsonaro à jornalista Patrícia Campos Mello, da “Folha de S.Paulo”, e disse que está na hora de ele aprender “bons modos”.

“Lamentavelmente me parece que a democracia não chegou à cabeça das pessoas, me parece que a educação e o respeito não chegaram à cabeça do presidente Bolsonaro. Eu penso que está na hora de ele aprender bons modos, educação é uma coisa que faz bem pra todo mundo.”

Haddad disse que a ofensa é “inadmissível”. “Isso é uma agressão ao país, repercute no mundo inteiro um presidente que tem a desfaçatez de falar uma coisa dessas. É um crime contra o país, as pessoas não estão se dando conta de quem está ocupando a Presidência da República. É uma pessoa desprezível que fala uma coisa dessas contra uma jornalista respeitada, uma pessoa de princípios, de valores.”

Capitão Adriano

Sobre o fato de Bolsonaro ter associado a morte do miliciano Capitão Adriano ao PT — por ter sido morto pela Polícia Militar da Bahia, governada por Rui Costa (PT) — Lula disse ter alertado o governador de que o presidente faria essa associação.

“Um governo que nasceu para contar a quantidade de mentira, de fake news que ele conta, ele só poderia inventar mais essa. Talvez amanhã eu converse com o governador Rui Costa, eu acho que o Rui Costa, quando viajei para a Itália conversei com ele, e falei, só tome cuidado que o Bolsonaro vai tentar jogar no seu colo a morte do Adriano. E é isso que está acontecendo.”

Ele diz Adriano não deveria ter sido morto, e que quem tem motivo para “queimar arquivo” é quem está no governo federal.

“Rui Costa é um homem de bem, é um homem que respeita os direitos humanos, e tenho certeza que o Rui Costa jamais faria uma coisa para queimar arquivo. Quem tem que queimar arquivo é quem está no governo federal, e não o Rui Costa.”

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