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Rachadinhas: Ministro vai analisar pedido de habeas corpus de Queiroz

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Queiroz foi preso no mês passado, em Atibaia, no interior de São Paulo

O presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, vai analisar o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Fabrício Queiroz,  que está preso desde o dia 18 de junho por conta das investigações sobre o esquema das  ‘rachadinhas’.

A desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio, Suimei Cavalieri, encaminhou o pedido de habeas corpus ao STJ para o que o mesmo fosse analisado. O processo chegou ontem à noite a Brasília.

Relatora no TJ-RJ, Cavalieri considerou que não está mais apta a decidir sobre as ações que envolvem o processo depois que a Terceira Câmara do tribunal concedeu a Flávio Bolsonaro, também investigado, o foro privilegiado no Órgão Especial. Por isso, remeteu as ações para o STJ, que é uma instância superior.

O magistrado João Otávio de Noronha, que faz o plantão durante o recesso, tem longo histórico de decisões favoráveis ao governo e a Jair Bolsonaro. Segundo o jornal ‘Estadão’, Noronha atendeu aos desejos da Presidência da República em 87,5% dos pedidos que chegaram ao Tribunal.

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Escritora Djamila Ribeiro se posiciona sobre ameaças à filha de 15 anos

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Djamila Ribeiro


A escritora e filósofa Djamila Ribeiro se posicionou, nesta terça-feira (28), sobre as ameaças que ela e a filha de 15 anos sofreram após a viralização de um vídeo que distorcia uma publicação sua. 


Durante uma entrevista à Globo News, Djamila afirmou estar acostumada com as intimidações, mas que “passaram dos limites” quando  miraram sua filha . “Comecei a receber uma série de mensagens nas minhas redes sociais. Como eu sou ativista, eu recebo muita coisa, já estou acostumada. Mas aí passaram de todos os limites. No domingo, mandaram [ameaças] para o meu celular e para o celular da minha filha, aí eu achei a gota d’água. É a primeira vez que vou à delegacia para tomar uma atitude em relação a isso”, declarou. 

A escritora registrou, ontem (27), um boletim de ocorrência na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo. 

Djamila conta que tudo começou depois de fazer uma postagem publicitária no Instagram para a 99 (aplicativo de transporte individual) falando sobre a desinfecção de veículos de transporte durante a pandemia de Covid-19. Em seguida, uma pessoa – que a filósofa afirma desconhecer – gravou um vídeo dizendo que ela era contra a greve dos motoboys e a classe trabalhadora , além de “inimiga das empregadas domésticas”.

“De repente, quando eu vi, tinha milhares de pessoas compartilhando esse vídeo. As pessoas começaram a ir na minha página do Instagram me xingar, e isso foi se tornando uma bola de neve”, contou. “Quem quiser criticar [a postagem] tem todo direito. Mas não pode dizer que eu sou contra os motoboys e inimiga das empregadas domésticas sendo eu filha, neta e bisneta de empregada doméstica”, declarou Djamila. 


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