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Rodrigo Garcia racha base de Haddad e conquista apoio do PV em SP

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Governador Rodrigo Garcia (PSDB)
Reprodução/Governo de SP

Governador Rodrigo Garcia (PSDB)

Após atrair políticos de partidos alinhados à pré-candidatura de Tarcísio de Freitas, o  governador Rodrigo Garcia (PSDB) também ganha musculatura eleitoral ao garantir apoio de todos os prefeitos do Partido Verde em São Paulo, rachando a base do partido cuja executiva declarou aliança com o petista Fernando Haddad.

O apoio em massa dos prefeitos do PV foi um duro golpe nas ambições do partido dos trabalhadores em criar uma frente ampla e coesa para tentar conquistar os Bandeirantes nas eleições estaduais. A debandada aconteceu no mesmo dia em que o Tribunal Superior Eleitoral aprovou o pedido da federação que une PT, PV e PC do B na mesma chapa . Na teoria isso significa que os partidos estariam unidos, mas o racha provocado por Garcia demonstra que, na prática, não será bem assim.

Com uma agenda de trabalho que transfere todo o gabinete do Estado para cidades do interior e do litoral duas vezes por semana, Rodrigo está aumentando o suporte político tanto à direita como à esquerda. Entre os verdes, o apoiador de maior destaque é Chico Sardelli, que administra a cidade de Americana desde o início de 2021.

Os demais são Aldo Mansano (Arco-Íris), Rafael do Vava (Brejo Alegre), Daniel Sarreta (Buritizal), Tati Guilhermino (Lucélia), Acácio Ferreira (Macaubal), Ricardo Watanabe (Mariápolis), Vagner de Lima (Nova Guataporanga), Ivana Camarinha (Pederneiras), Fernando Barberino (São João do Pau D’Alho), Alair Batista (Taciba) e José Roque (Tarabai).

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MP denuncia pintores que mataram idosa e diarista no RJ

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Prisão do pintor William Oliveira Fonseca
Divulgação – 12.06.2022

Prisão do pintor William Oliveira Fonseca

O Ministério Público do Rio denunciou os pintores Willian Oliveira Fonseca e Jhonatan Correia Damasceno pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte), extorsão qualificada e incêndio contra a aposentada Martha Maria Lopes Pontes, de 77 anos, e sua diarista, Alice Fernandes da Silva, de 51. De acordo com as investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), a dupla havia realizado um serviço recentemente no apartamento de luxo, no Flamengo, na Zona Sul do Rio, e retornou ao imóvel no último dia 9, quando cortou o pescoço das vítimas e ainda queimou o corpo da patroa. Ambos estão presos temporariamente.

De acordo com a denúncia, ao qual O GLOBO teve acesso, o promotor Silvio de Carvalho Neto, da Promotoria de Justiça junto a 27ª Vara Criminal, na tarde daquele dia, Willian e Jhonatan saíram de suas casas, em Acari, na Zona Norte da cidade, e deslocaram-se até o Flamengo, com bonés e máscaras, “a fim de dificultarem suas respectivas identificações junto às câmeras que guarneciam o condomínio”.

Ao chegarem no prédio na Avenida Rui Barbosa, foram autorizados a subir no apartamento de Martha e recebidos na porta dos fundos pela diarista. Nesse momento, Willian partiu para cima da funcionária, a amordaçando e amarrando suas mãos com uma fita durex que estava na cozinha da residência. Jhonatan então direcionou-se a idosa, que estava sentada em seu escritório, aproximando-se por trás e dizendo: “Fica calma, só quero seu dinheiro”.

Willian amarrou as mãos de Martha com um lacre e as pernas com um lençol e também a amordaçou. Com as duas vítimas imobilizadas e com suas liberdades restritas, Jhonatan pegou um talão de cheques no quarto da idosa e a obrigou a preenchê-los e assiná-los. Na posse das folhas, ele se dirigiu a uma agência bancária, na Rua Marquês de Abrantes, e efetuou três saques de R$ 5 mil. Os dois fugiram após o crime.

Segundo o laudo de exame de necropsia, a causa da morte de Martha e Alice foi esgorjamento — lesão profunda que atingiu a garganta das vítimas e que foi provocada por ação corto-contundente, possivelmente uma faca. Em depoimento prestado na DHC, Jhonatan confessou participação no caso, mas responsabilizou o comparsa pela morte das vítimas.

Na denúncia, Silvio de Carvalho Neto também requereu a prisão preventiva dos pintores, já que, segundo ele, a liberdade de Willian e Jhonatan “representará fonte inesgotável de intranquilidade e insegurança para a sociedade e familiares das vítimas fatais”: “A liberdade deste indivíduo contribuirá para a descrença da comunidade local na Justiça e estimulará a reiteração de tais inadmissíveis condutas criminosas nesta comarca. Enfim, imperioso se faz garantir a conveniência da instrução criminal, de modo que os parentes das vítimas e demais testemunhas possam depor em juízo sem sofrer perturbações. Isso porque, ainda que o denunciado não a ameacem diretamente, a simples presença ao seu lado, no dia da audiência, já é suficiente para lhe causar insegurança capaz de macular o testemunho”, escreveu o promotor.

Os cadáveres das duas mulheres foram localizados, por volta de 17h, por homens dos quartéis do Catete e do Humaitá do Corpo de Bombeiros. Eles foram acionados devido a um incêndio no apartamento onde estavam as vítimas. Pouco depois, uma faixa da Avenida Rui Barbosa chegou a ser interditada pela Polícia Militar, segundo o Centro de Operações (COR) da Prefeitura do Rio.

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