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Política Nacional

Rodrigo Maia cobra do governo política de isolamento de idosos em situação vulnerável

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Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Presidente da Câmara dos Deputados, dep. Rodrigo Maia, concede entrevista coletiva sobre a crise causada pelo coronavírus.
Maia voltou a questionar pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro em cadeia nacional de TV ontem

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cobrou que o governo proponha uma política pública de isolamento de idosos em situação vulnerável como forma de conter os impactos da pandemia do coronavírus. Para ele, o momento atual é enfrentar a crise da saúde pública, dos empregos e dos mais vulneráveis.

Maia questionou o pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro, feito ontem em cadeia de rádio e TV pedindo às pessoas para voltarem à normalidade e propondo um isolamento vertical, focando na população em grupo de risco. Segundo Maia, é preciso uma operação de guerra para proteger os idosos.

“Como (o governo) pode falar em isolamento vertical, sem apresentar um isolamento de idosos vulneráveis em cidades como o Rio de Janeiro e São Paulo? Já que se quer política vertical, não dá para tirar uma parte do isolamento, que são os jovens, fazê-los sair para trabalhar e eles voltarem para o mesmo ambiente de 30 metros quadrados. Estamos cobrando do governo é criar um protocolo”, defendeu Maia.

Maia foi questionado sobre declaração feita a jornalistas por Bolsonaro de que se a crise se agravar, o País poderá ter riscos de sair da normalidade democrática. O presidente afirmou que o Brasil tem instituições fortes e que a preocupação deve ser com a vida dos brasileiros, com os empregos e os mais vulneráveis.

“Frases de efeito não vão resolver o nosso problema: o mais importante é construir as soluções, que passam pelo Poder Executivo, e que muitas vezes tem falhado, para que a gente possa achar as soluções”, disse o presidente.

Governadores
Rodrigo Maia disse ainda que participou de reunião com os governadores e que nenhum ente federado está desconsiderando as recomendações do governo federal, a despeito do pronunciamento de Bolsonaro ontem à noite. Na avaliação de Maia, se o governo federal encaminhou uma mensagem semana passada pedindo a aprovação do estado de calamidade, é porque considera a necessidade de se enfrentar o coronavírus.

“Espero que o presidente não tenha decretado a calamidade pública por nada. Quando ele assinou, ainda tinha as mesmas preocupações (da gravidade do vírus), somadas às orientações do ministro Mandetta”, afirmou.

Ajuda
Rodrigo Maia disse ainda que as propostas que estão sendo votadas pelo parlamento de enfrentamento ao coronavírus não são para ajudar o governo, mas, sim, para ajudar os brasileiros.

“Certamente, se fosse ajudar o governo ou o próprio presidente, aqui teríamos dificuldade de dar quórum. Estamos aqui para aprovar matérias de interesse do brasileiro”, destacou.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Geórgia Moraes

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Política Nacional

Antônio Felícia, prefeito do PT, morre de coronavírus no Piauí

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Prefeitura de São José do Divino/Divulgação

O prefeito Antônio Felícia (PT) é primeiro óbito por coronavírus confirmado no Piauí


Na última sexta-feira, 27, o Estado do Piauí registrou a primeira morte causada pelo novo coronavírus . Foi confirmado hoje, 28, que a vítima é Antônio Nonato Lima Homes, ou Antônio Felícia , prefeito de São José do Divino filiado ao Partido dos Trabalhadores ( PT ). O prefeito tinha histórico de diabetes, portanto fazia parte do grupo de risco.

Segundo o governo do Estado do Piauí, foi por conta do histórico de diabetes que a doença evoluiu rapidamente. Felícia tinha 57 anos. 

O prefeito chegou a ser atendido no Hospital Dr. José Brito Magalhães, que fica no município de Piracuruca. Ainda segundo o governo, ele realizou dois exames antes de falecer que confirmaram a presença do vírus na manhã de hoje.

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