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Política Nacional

“Se eu fosse irresponsável, ia ficar quieto”, diz Bolsonaro sobre coronavírus

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Isac Nóbrega/PR

Presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou na tarde desta quarta-feira (26) que não são autoridades políticas que irão salvar a vida dos cidadãos e que, segundo ele, o povo brasileiro precisa entender isso. Ele também defendeu que “já fez sua parte” e que se “fosse irresponsável, ia ficar quieto”.

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“O brasileiro tem que entender que quem vai salvar a vida dele é ele, pô. Não tem que ficar esperando o vereador, deputado, senador e presidente da República cuidar da vida dele. Se ele não tem capacidade, paciência”, afirmou Bolsonaro a jornalistas em Brasília.

“Se eu fosse irresponsável, eu ia ficar quieto, mas já fiz a minha parte, alertei a nação. Com palavras duras ou toscas, entendam como bem entender, mas palavras verdadeiras. Quem não está preocupado em perder o emprego?”, defendeu o presidente.

Bolsonaro também criticou mais uma vez a forma como governadores estão administrando a crise gerada pela pandemia. “Alguns governadores e prefeitos erraram na dose”. O presidente critica a medida de isolamento social decretada pelos políticos. Segundo ele, isso trará um dano pior ao Brasil, devido à questão economica, do que o coronavírus

“Eu falei e fui massacrado pela mídia”, afirmou Bolsonaro, defendendo sua preocupação com a economia. “O vírus todo mundo vai ter até que haja aquela imunização natural, que dizem os infectologistas . Dá para entender que essa onda [o impacto na economia] é muito pior do que o vírus?”.

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Bolsonaro também argumentou que haverá mortes, mas que serão pessoas de 80 anos. “Infelizmente, a nossa vida um dia se esvai”.

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Política Nacional

Congresso aprova proposta que regulamenta emendas impositivas e facilita gastos contra Covid-19

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Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Análise do PLN 2, que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2020
Placar da votação remota realizada na Câmara nesta manhã

O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (2) o PLN 2/20, que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) atual para regulamentar a execução obrigatória de emendas parlamentares. A votação na Câmara dos Deputados foi feita por meio do Sistema de Deliberação Remota (SDR). Mais tarde, os senadores também aprovaram a proposta em votação virtual. O texto segue para sanção.

Como a solução tecnológica para votações remotas difere de uma Casa para outra, ficou decidido que os projetos serão analisados primeiramente pelo Plenário virtual da Câmara e depois pelo Senado.

O texto aprovado é o substitutivo do relator da matéria na Comissão Mista de Orçamento, deputado Cacá Leão (PP-BA), e recebeu 441 votos favoráveis e apenas 1 contrário.

O 1º vice-presidente do Congresso Nacional, deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), que presidiu a votação da Câmara, considerou prejudicados os dois únicos destaques apresentados ao substitutivo.

Pereira ainda ressaltou que a votação do PLN 2/20 antes dos vetos que trancam a pauta do Congresso Nacional é uma excepcionalidade decorrente do estado de calamidade pública reconhecido pelo Congresso Nacional em março.

Em adendo apresentado em Plenário, Cacá Leão inseriu dispositivos na LDO para adequar o texto aos esforços de combate ao novo coronavírus no País, liberando a possibilidade de aumento de despesas ou de redução de receitas sem que seja necessária a apresentação de compensações.

Cobranças
A líder do PSL, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), disse que as alterações fizeram o partido mudar a orientação para apoiar o projeto. “Essas alterações liberam o governo para injetar mais dinheiro e impedir o caos por conta do coronavírus. Agora o governo precisa fazer a sua parte”, cobrou a deputada.

No mesmo sentido, o deputado Léo Moraes (Pode-RO) disse que o texto aumenta o poder nas mãos de gestores públicos. “Acreditamos no espirito público e esperamos que os gestores não desviem o foco ou recursos”.

Sem contingenciamento
Pela liderança do PCdoB, a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) disse que não aceitará contingenciamentos por parte do governo federal. “Não aceitaremos contingenciamentos em 2020, porque a União já está desobrigada de cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal durante o estado de calamidade”, ponderou.

O Tesouro Nacional estima que, como resultado das ações para combate aos efeitos da Covid-19 e da mitigação dos impactos econômicos da doença, as despesas devem superar as receitas, antes do pagamento dos juros, em quase R$ 400 bilhões. No entanto, o estado de calamidade pública dispensa o cumprimento de metas fiscais neste ano.

A pedido de líderes partidários foi retirado o PLN 3/20.

Reportagem – Murilo Souza e Ralph Machado
Edição – Natalia Doederlein

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