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Servidores do Iema publicam artigo sobre qualidade do ar em revista científica

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Com o título “Efeitos das medidas de afastamento social sobre a qualidade do ar na Região Grande Vitória”, o artigo de quatro servidores do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) foi aceito e publicado na Revista Brasileira do Meio Ambiente, importante publicação científica da área ambiental. O estudo avalia os efeitos das medidas de distanciamento social na qualidade do ar da Região da Grande Vitória e foi produzido pelos servidores Alex Barcellos Vieira, Iris Teixeira Cola, Douglas Rios Lougon e Pedro Ronchi.

“Esse artigo é oriundo de uma nota técnica que fizemos no Iema para avaliar os efeitos da pandemia na qualidade do ar. O trabalho ficou tão bom que resolvemos transformar essa nota técnica em um artigo científico para publicar em uma revista especializada”, explicou o servidor Alex Vieira, coordenador de Qualidade do Ar, Áreas Contaminadas e Informações Ambientais do Iema.

Vieira também falou sobre o processo de produção do artigo. “Para produzi-lo, demos um olhar mais acadêmico, com processo de validação por um corpo de revisores da academia. Eles avaliaram e revisaram se as informações tinham pertinência científica e relevância”, ressaltou.

O artigo surgiu a partir do relatório “Avaliação dos Efeitos das Medidas de Afastamento Social sobre a Qualidade do Ar na Região Grande Vitória”, publicado em junho passado. Para o estudo, foram selecionados os dias úteis de cenários meteorologicamente similares, antes e durante a pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), para avaliar os impactos nas concentrações atmosféricas dos poluentes NO2 (dióxidos de nitrogênio), NO (óxidos de Nitrogênio), CO (monóxido de carbono), SO2 (dióxidos de enxofre), Partículas Inaláveis (MP10) e O3 (ozônio).

Os resultados apresentados indicam que a diminuição da circulação de pessoas e do tráfego de veículos e, em alguns casos, da produção industrial, devido à pandemia e suas medidas de distanciamento social, impactaram significativamente na qualidade do ar da Grande Vitória. Foi possível verificar a redução das concentrações de NO2 (-24%), NO (-65%), CO (-34%) e MP10 (-23%). Para o poluente SO2 foi verificado um aumento de 31% nas concentrações, enquanto que para o O3 não foi verificada diferença estatística entre os cenários avaliados.

Clique aqui e leia o artigo na íntegra.

Informação à Imprensa:
Assessoria de Comunicação do Iema
Karolina Gazoni
(27) 3636-2592/ 99977-1012
[email protected]/ [email protected]

Fonte: Governo ES

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Parque Paulo Cezar Vinha recebe ouriço e tatu reabilitados

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O Parque Estadual Paulo Cesar Vinha (PEPCV), em Guarapari, recebeu dois animais reabilitados que tiveram a chance de voltar à natureza: um ouriço e um tatu. Antes, os bichinhos passaram por um período de cuidados no Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (Ipram), instituição que operacionaliza o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras), do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), em Jardim América, Cariacica.

O ouriço é uma fêmea da espécie Coendou prehensilis. Ela foi resgatada, ainda filhote, depois que a mãe morreu ao ser atacada por um cachorro. “Como ela era muito filhote, chegou com 200 gramas e ainda não tinha espinhos para proteção, então ela foi cuidada pela nossa equipe do Ipram”, explica a médica veterinária Renata Hurtado, Coordenadora de Medicina e Reabilitação do Ipram.

Primeiro, a “ouricinha”, como é carinhosamente chamada pela equipe que cuidou dela, recebeu leite na mamadeira. Conforme foi crescendo, foram adicionadas frutas ao leite e depois ofertados diversos alimentos em pedaços, como frutas, legumes e brotos. “Toda a criação dela foi feita de forma especial para que não ficasse acostumada com as pessoas. Quando ela cresceu e foi aprovada para soltura, fizemos contato com o PEPCV para nos auxiliar no que chamamos de soltura branda ou soft release”, ressalta Renata Hurtado.

Na soltura branda, o animal vai sendo aclimatado ao novo ambiente aos poucos. “Por ser um filhote de uma espécie tradicionalmente não agressiva, este tipo de soltura é importante para auxiliar na adaptação gradativa do animal ao seu ambiente natural”, lembra a médica veterinária.

E é exatamente assim que tem sido a adaptação do ouriço. A gestora do PEPCV, Joseany Trarbach, conta que a princípio o animal ficou num viveiro com água, abrigo e alimentos. Após alguns dias de ambientação, a porta do espaço foi aberta e a “ouricinha” saiu para explorar a área. “Ela tem a oportunidade de voltar caso não encontre abrigo ou não se sinta segura. Às vezes ela volta para o viveiro apenas para se alimentar”, conta.

A médica veterinária Renata Hurtado explica que esse comportamento é normal. “A ideia é manter os alimentos no recinto para que o animal entenda que lá é seu local seguro, e só precisa abandoná-lo quando encontrar um lugar melhor ou mais adequado. Como é ainda muito jovem, é normal que volte”, destaca.

Outro animal resgatado que foi solto no Parque Paulo Cesar Vinha foi um tatu. Ele foi encontrado em uma rua, em Guarapari, aparentemente perdido e sofrendo com o calor excessivo. “Cuidamos dele para aliviar os efeitos das altas temperaturas que enfrentou. Mas, apesar da situação em que foi encontrado, ele estava bem e apto para retornar logo para a natureza”, afirma a médica veterinária.

Fonte: Governo ES

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