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Política Estadual

Solene na Ales homenageia professores

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Profissionais que fazem a história do ensino no Espírito Santo foram homenageados pela Assembleia Legislativa na noite de sexta (25) durante sessão solene em homenagem ao Dia do Professor (15 de outubro).

O professor Derli Bahiense foi um dos contemplados com a Medalha Professor Renato Pacheco, que foi entregue aos presentes, e que é destinada a educadores que se destacam por iniciativas criativas e transformadoras.  

Com extenso currículo no magistério, e bacharelado nas áreas de direito, administração, teologia e ciências sociais, além de pós-graduado em administração escolar, Derli contou que após décadas em salas de aula decidiu atuar como gestor educacional na área privada.Foi um dos fundadores da Faculdade Batista de Vitória (FABAVI) e é também diretor-geral da Faesa.

“O ensino é a minha vida. Receber essa Medalha Professor Renato Pacheco, que é ícone da educação capixaba, coroa essa trajetória nossa de luta e paixão pelo ensino aqui no estado”, declarou.

Também homenageada, a professora aposentada Dilma Passos deu aula de geografia durante 33 anos na Escola Serra Dourada, na Serra.

Ela disse que entre seus alunos muitos ocupam hoje posições de destaque na sociedade, como juízes, médicos, engenheiros, e até mesmo na política, pois foi professora do deputado estadual Vandinho Leite (PSDB), proponente da solenidade.

“Mas infelizmente têm aqueles que acabam se desviando para o caminho das drogas e da criminalidade, e alguns deles faleceram por causa disso. Essa parte dói muito, mas somos impotentes perante a decisão que alguns tomam na vida”, lamentou.

Valorização da categoria

O discurso em nome dos homenageados ficou por conta do professor Fabrício Moreira Rufino, que dá aulas de história na rede estadual e no município de Vila Velha.

Ele pediu mais valorização da categoria, e defendeu eleições dos gestores das escolas estaduais e municipais capixabas, como forma de democratizar a administração do ensino.

“Devemos lutar também contra toda forma de discriminação racial nas salas de aula, e buscar a implantação o ensino das culturas afro e indígena. Somos um povo miscigenado e o nosso passado não pode ser apagado de nossa memória”, defendeu.

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O deputado Vandinho Leite, que preside a Comissão de Educação, disse que aprendeu a valorizar os profissionais da educação desde criança, pois sua mãe era professora.

“Minha mãe não permitia que nenhum aluno dela ficasse sem aprender; aqueles que tinham mais dificuldade de assimilar o aprendizado na sala de aula ela levava para nossa casa e dava aulas de reforço”, contou.

Vandinho Leite afirmou que atitudes como as de sua mãe mostra o lado da paixão de ensinar que os professores de excelência carregam por toda a vida.  

“No Espírito Santo e no país os professores ainda são muito desprestigiados pelo Poder Público, e se o ensino se supera, apesar disso, é por causa de atitudes de professores como a minha mãe, que venceram os obstáculos, e não desistiam da profissão”, opinou.

Os deputados Danilo Bahiense, Coronel Alexandre Quintino e Capitão Assumção (todos do PSL), além do Delegado Lorenzo Pazolini (sem partido) e Dary Pagung (PRP), também usaram a palavra para saudar os professores homenageados pelo Legislativo Capixaba.

Póstuma

Houve também durante a solenidade, homenagem póstuma ao falecido professor Mauro Celso Azevedo Guimarães, que dava aulas de história no município da Serra.

Ele foi morto de forma trágica no trânsito aos 44 anos no dia 9 de outubro de 2019 perto da sede da Polícia Federal, em Vila Velha, atingido por uma bobina de ferro que se desprendeu de uma carreta.

Os familiares do ex-professor receberam as homenagens prestadas pelo parlamento estadual.

Renato Pacheco

O Dia do Professor é comemorado anualmente em 15 de outubro, instituído por meio do Decreto Federal 52.682/63.

Para homenagear os profissionais da educação, a Assembleia Legislativa (Ales) instituiu pela Resolução nº 2.172, de 12 de maio de 2004, a Medalha Educador Capixaba Renato Pacheco.

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A honraria se destina ao reconhecimento oficial da importância de profissionais do ensino que desenvolvem ações inovadoras e transformadoras nas escolas públicas capixabas.

O professor Renato José Costa Pacheco nasceu em Vitória, no dia 16 de dezembro de 1928 e faleceu na capital em 18 de março de 2004.

Graduou-se em Direito e História, com mestrado em Ciências pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo; atuou como livre-docente da Universidade Federal do Espírito Santo.

Passou mais de 40 anos lecionando como catedrático do Colégio Estadual do Espírito Santo e professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (depois Centro de Estudos Gerais) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Dedicou-se também à carreira de juiz por duas décadas, tendo sido diretor da Escola de Magistratura do Espírito Santo.

Homenageados

Conheça os 30 profissionais indicados para receber a Medalha Educador Capixaba Renato Pacheco, instituída pela Resolução 2.172/2004:

Ana Beatriz Ribeiro Ferreira
Ana Cláudia Aparecida Endringer Monteiro
Ângela Maria Freire Santana
Ângela Mericia Cavati
Carlos Eduardo Nunes da Silveira
Cenira Antônia da Silva
Cintia Mara Oleskovicz Rizzolli
Claudia Moreira Hehr Garcia
Cristiana Marques de Sousa Baptista
Derli Bahiense Moreira
Dilma Ferreira Santos Passos
Dioceles Bahiense Moreira
Elis Regina Teófilo
Fabrício Moreira Rufino
Fernanda Apolinário Mendonça
Gecyellen Margarida Meireles Paiva
Gilmara Mengal da Silva
Hilário Massariol Junior
José Antonio Martinuzzo
Kátia Lilian Libardi Bezerra
Manoel Luiz Malaguti
Manoel Sobrinho Maia da Silva (In Memoriam)
Maria Auxiliadora de Freitas
Maria Helena Salviato Biasutti Pignaton
Maria Suely Alves Moreira Calixto
Mauro Celso Azevedo Guimarães (In Memoriam)
Penha Maria Simonato Tosato
Silvia Santos Carvalho
Surama Azevedo Freitas
Talita Galvão

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Esgotamento: Aracruz tem projetos, mas precisa de recursos

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Aracruz tem 42% de cobertura de rede e tratamento de esgoto e espera até 2026 alcançar a universalização do saneamento. Os projetos executivos para as obras já foram elaborados e investimento total gira em torno de R$ 253 milhões. Mas, segundo o diretor-geral do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) municipal, Elias Antônio Coelho Marochio, o problema é a falta de recursos para colocar as obras em prática, que ainda precisam ser captados.

Na reunião da Frente Parlamentar de Fiscalização de Obras de Coleta e Tratamento de Esgoto no ES, realizada nesta quinta-feira (12), o diretor cobrou uma linha de financiamento, sobretudo junto ao governo do Estado, uma vez que só a taxa paga pela população pelo serviço não é suficiente para ampliar o sistema. “Hoje os Saaes estão meio que órfãos, não temos uma linha de financiamento”, afirmou.

De acordo com ele, o governo tem investido muito na Cesan. A autarquia inclusive assumirá a distribuição de água e a rede de esgoto e tratamento na região da orla, muito em função dos investimentos empresariais, como o estaleiro Jurong, e ao apelo turístico do local – aliviando em R$ 100 milhões (do total de R$ 253 milhões) os investimentos municipais previstos.

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Cesan x Saae

O sistema de funcionamento híbrido despertou questionamento do deputado Gandini (Cidadania), presidente da FP. Se a Cesan já vai assumir a orla, perguntou, por que não poderia ficar encarregada por todo o sistema de saneamento de Aracruz (que inclui outras três regiões). “Pelo que estou vendo o Saae não tem condição nenhuma de executar (os investimentos)”.

Elias associou o crescimento da Cesan aos recursos que o governo do Estado aloca na companhia, pois “tarifa não paga o negócio”. “Por que o governo investe só na Cesan? Vamos lembrar aqui que Aracruz e os demais municípios compõem o caixa do governo”, avaliou. Se isso fosse feito, o serviço poderia ser tocado pelo Saae porque apresenta custo operacional menor.

Para o vice-prefeito de Aracruz, Lucio Zanol (PTN), essa dificuldade estaria associada à visão que a população local tem sobre a Cesan, de uma empresa que cobra tarifas altas. Para que essa mudança fosse colocada em prática, seria necessário aprovar uma lei na câmara municipal e os vereadores sofreriam pressão dos moradores da cidade, ponderou.

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Para o morador da Barra do Sahy Jean Pedrini a proximidade do Saae com a comunidade não pode ser esquecida. “Geralmente os trabalhadores são pessoas ligadas à comunidade”, explicou. “Eles entendem o Saae como uma família, uma extensão de sua casa”. 

Já o representante da Cesan Luiz Cláudio Victor Rodrigues adiantou que o contrato para o início das obras na orla será assinado nos próximos dias, com prazo de entrega em 6 anos. Ele não descartou que a companhia assuma o serviço em todo o município. “É muito importante para gente que esse sistema funcione, que o contrato dê certo, e que a gente possa evoluir. Quem sabe a gente não evolui para o município inteiro?”, finalizou. 

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