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Saúde

SP: número de mortes está estável ou em queda em 89% dos municípios

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Agência Brasil

Jean Gorinchteyn, novo secretário de saúde de São Paulo, em coletiva
Reprodução/Governo SP

Jean Gorinchteyn, novo secretário de saúde de São Paulo


O secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn , disse hoje (31) que 83 dos 645 municípios do estado de São Paulo estabilizaram ou diminuíram o número de internações pelo novo coronavírus nos últimos dias. Gorinchteyn também disse que 89% dos municípios do estado apresentam estabilidade ou queda no número de mortes , incluindo a capital paulista.


Segundo Gorinchteyn, a capital paulista obteve esta semana “a menor taxa de internações e de óbitos” pelo novo coronavírus dos últimos três meses, cenário que vem se mantendo em queda há duas semanas. “Mostrando uma condição de controle da doença no município”, disse.

Nesta 31ª Semana Epidemiológica – que corresponde ao período entre 26 de julho e se encerra amanhã (1º), a capital vem apresentando uma alta na média móvel diária de casos. Segundo dados do governo paulista, a média é de 2.914 novos casos contabilizados a cada dia desta semana. A média móvel é calculada somando-se a quantidade obtida na semana e dividindo-se pelo número de dias.

No entanto, quanto às novas internações , esta semana [ainda não encerrada] vem demonstrando queda na capital: a média móvel está em torno de 583 novas internações por dia, o menor número desde o início de maio. A maior média diária neste período foi registrada na 24ª semana (entre os dias 7 e 13 de junho), com 823 internações por dia.

Em relação às mortes, a capital também vem apresentando queda na 31ª Semana Epidemiológica, somando 53 óbitos por dia, menor valor desde maio.

Média móvel no estado

No estado como um todo, a média móvel diária de casos vem sofrendo um grande aumento, com cerca de 9.992 novos casos por dia na 31ª Semana Epidemiológica, a maior desde maio. Isso se deve, segundo o governo paulista, a um aumento da testagem no estado. “Apesar de elevarmos os números de casos, impactamos menos, muito menos, em [número de] mortes e internações. E isso se deve à testagem”, disse o secretário da Saúde.

Nesta semana, o estado vem registrando uma média de 1.779 novas internações por dia, menor valor contabilizado desde a 23ª Semana Epidemiológica (entre os dias 31 de maio e 6 de junho). Caso os dados se confirme após o final desta semana [que ocorre amanhã], esta será a segunda semana seguida de queda de internações no estado.

Quanto à média móvel diária de mortes, ela está em torno de 239 mortes por dia no estado. O patamar é considerado alto, acima de 200 mortes por dia, desde a 22ª Semana (entre os dias 24 e 30 de maio), mas se esboça uma queda pela segunda semana consecutiva, caso a média desta semana se confirme neste patamar.

Interiorização

Segundo Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, 640 dos 645 municípios do estado registram ao menos um caso do novo coronavírus, comprovando a interiorização da pandemia. Em 474 deles foram registrados ao menos um óbito.

“Os números que vamos passando da interiorização se tornam cada vez mais agudos”, disse Vinholi. Isso é comprovado, segundo ele, pelo fato de que o interior passou o número de casos registrados tanto na capital quanto na região metropolitana somados.

“Nos últimos sete dias tivemos 57,88% dos casos no interior do estado, enquanto tivemos 42,11% na capital e na região metropolitana juntas nesse período. Pela primeira vez tivemos mais casos no interior que a capital e região metropolitana juntas”.

Quanto aos óbitos, o interior foi responsável por 59,86% do total do estado contabilizado nos últimos sete dias, enquanto a capital e a Grande São Paulo corresponderam a 40,14%.

A taxa de letalidade do estado, que é o calculo da proporção de mortes sobre o total de casos, está hoje em 4,3%, a menor taxa registrada desde o início da pandemia.

Fonte: IG SAÚDE

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Desigualdade é fator de transmissão de Covid-19 no Brasil

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Uma pessoa infectada com Covid-19 transmitiu doença para outras 3
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Uma pessoa infectada com Covid-19 transmitiu doença para outras 3

Cada pessoa infectada com o novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil contaminou, em média, outras três com a doença entre 25 de fevereiro e 31 de maio. O dado é de uma pesquisa publicada pela revista científica “Nature Human Behaviour”, do grupo “Nature”, nesta sexta-feira (31).

A pesquisa conduzida por cientistas do Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da USP, da Universidade de Oxford e do Imperial College de Londres descreve características da Covid-19 no Brasil .

No Brasil mais de 90 mil pessoas já morreram com Covid-19 , o país tem a maior taxa de transmissão quando comparado a França, Espanha, Reino Unido e Itália, nações que apresentam um R0 médio de 2,5 e 2,6 (uma pessoa infectada contamina entre 2 ou 3 outras). Na prática, cientistas afirmam que os índices do Brasil podem se aproximar dos europeus.

R0 é o índice que mede a capacidade de uma pessoa contaminada infectar outra. Para que seja possível conter a transmissão, esse número precisa estar abaixo de 1, de forma que uma pessoa doente não contamine outra. 

MAIS DINHEIRO, MAIS DIAGNÓSTICOS

Foi identificado nos estudos uma relação direta entre maior renda e mais diagnósticos para o novo coronavírus . “Nossos dados descobrem um viés socioeconômico nos testes e diagnósticos nas diretrizes de vigilância atuais e sugerem que o número de casos confirmados relatados pode subestimar substancialmente o número de casos na população em geral, particularmente em regiões de menor nível socioeconômico”, afirmaram os cientistas.

Segundo o estudo, a  falta de acesso igualitário aos testes de Covid-19 são um dos fatores que levaram a doença a se disseminar e ser sustentada tão rápido no país. 

“As diferenças socioeconômicas estão associadas ao acesso aos cuidados de saúde e devem ser levadas em consideração ao projetar intervenções direcionadas”, afirmam.

Observa-se que casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), de causa desconhecida e uma das principais consequências da Covid-19 , foram mais comuns entra a população com menor nível socioeconômico. “Conforme bases clínicas e epidemiológicas, é provável que muitos casos de SRAG com causa (etiologia) desconhecida sejam causados por Sars-CoV-2”, alertaram os autores do estudo.

PERIGO NO AR

O estudo publicado na Nature Human Behaviour detectou ainda outros oito vírus respiratórios, além do Sars-Cov-2 , circulando pelo Brasil entre fevereiro e maio. Entre eles, os da Influenza A e B e o rinovírus, que causam gripe e resfriado comum, respectivamente.

No fim, os dados mostram a necessidade de aumentar a triagem laboratorial e molecular de vírus respiratórios nos laboratórios públicos do país. “Nossos resultados fornecem novas percepções sobre a epidemia brasileira de Covid-19 e destacam o alto potencial de transmissão do Sars-CoV-2 no país, o papel de seus grandes centros urbanos e a falta de lockdown “, concluem.

Fonte: IG SAÚDE

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