conecte-se conosco

Política Nacional

Styvenson Valentim denuncia a indústria da seca no Rio Grande do Norte

Publicado

O senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) criticou nesta segunda-feira (2) em Plenário a persistência da indústria da seca no Rio Grande do Norte. Ele destacou que o uso de caminhões-pipa para abastecer dezenas de municípios de água não resolve o problema e é apenas um paliativo, servindo para manter as pessoas dependentes do que elas mais necessitam. Assim, é comum, segundo o parlamentar, alguns prefeitos trocarem atendimento de carros-pipa por votos.

— É muita gente explorando a miséria, a falta de acesso à água potável e, por isso, não tem o mínimo interesse em resolver definitivamente o problema que é histórico — afirmou o senador.

Styvenson Valentim anunciou que vai destinar R$ 1 milhão em emenda orçamentária ao Rio Grande do Norte para a perfuração de poços, uma solução muito mais barata para a falta d’água. Para ele, assim o dinheiro será usado de forma mais racional e econômica, cavando e mantendo poços artesianos. O parlamentar denunciou, no entanto, ter tomado conhecimento de que há prefeitos que não querem receber essas obras, por não desejarem arcar com os custos de manutenção ou porque não querem ser inimigos de políticos que já levaram alguma forma de estrutura e querem sempre ser os “pais das soluções” para os problemas. 

Leia mais:  "Jamais atuei sob influência política", diz promotora afastada do caso Marielle

São Francisco

Ele também se referiu à obra de transposição do Rio São Francisco, que ainda não levou água ao Rio Grande do Norte, embora tenha sido iniciada há 12 anos, a um custo, até agora, de R$ 11 bilhões, muito maior do que o seu valor inicial. 

— E o Ministro de Desenvolvimento Regional, o Gustavo Canuto, aqui, durante uma audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, disse que, para finalizar, o custo está orçado em R$ 20 bilhões. A estimativa é que cerca de 12 milhões de pessoas sejam beneficiadas com essas águas, mas eu pergunto: quanto dinheiro e tempo isso ainda vai demandar?

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Comentários Facebook
publicidade

Política Nacional

“Nos comunicamos mal”, diz Toffoli sobre Poder Judiciário

Publicado

source

Agência Brasil

Dias Toffoli arrow-options
Nelson Jr./SCO/STF

Dias Toffoli participou de encontro do CNJ

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, afirmou nesta quinta-feira (5) que o Poder Judiciário como um todo se comunica muito mal, perdendo para outras instituições o prestígio gerado na opinião pública pelo combate à corrupção observado nos últimos anos no Brasil.

Leia também: Moro celebra aprovação do pacote anticrime na Câmara, mas quer mudanças no texto

“Nós nos comunicamos mal. O que se divulga cotidianamente: a Polícia Federal prendeu, e o que se divulga depois: a Justiça soltou. Quem mandou prender foi a Justiça. Vejam a nossa dificuldade de comunicação”, exemplificou Toffoli . “A imagem que ficou nesses últimos anos é que a Justiça só serve para soltar”, afirmou.

Para o ministro, o Judiciário deveria ser mais reconhecido pelo combate ao crime, pois delegados da PF, por exemplo, seriam apenas “instrumentos” que cumprem decisões judiciais.

“A Polícia Federal se comunica bem com a imprensa, o Ministério Público se comunica bem com a imprensa. Nós, do Poder Judiciário , não estamos nos comunicando bem. O capital do ponto de vista de apoiamento de ações como de combate à corrupção, que são decisão do Judiciário, esse capital é, na comunicação , perdido para outras instituições”, avaliou.

Leia mais:  Cancelado debate sobre a situação atual do SUS

As declarações foram feitas durante encontro organizado pelo CNJ em Brasília que reúne assessores de tribunais de todo o país para debater a comunicação no âmbito do Poder Judiciário. O evento marcou a criação de uma plataforma unificada para a troca e promoção de boas práticas de comunicação entre as cortes brasileiras.

Leia também: Dinheiro da saúde e educação será usado no aumento do fundo eleitoral

Em seu discurso, Toffoli provocou servidores e magistrados que, para ele, introjetam sensos comuns equivocados sobre o Judiciário brasileiro, entre os quais a ideia de que a Justiça é morosa ou inoperante. Ele citou, como exemplo, dados sobre a produtividade da Justiça do Trabalho, cuja existência defendeu. “Nós não temos o direito de criticar que a imprensa está divulgando erroneamente, porque nós mesmos temos esse senso comum. Nós, servidores, nós, julgadores, nós, assessores de comunicação. Nós estamos alimentando um senso comum que nos prejudica”, disse o ministro.

Comentários Facebook
Continue lendo

CIDADES

ESTADO

POLÍTICA NACIONAL

ENTRETENIMENTO

Mais Lidas da Semana