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Praça Vermelha

Sucesso de Casagrande e de Lula pode ser oportunidade para o PT de Cachoeiro

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Carlos Casteglioni e João Coser - Reprodução redes sociais

Todas as pesquisas eleitorais atualmente mostram uma ampla vantagem do candidato à presidência da república pelo Partido dos Trabalhadores (PT), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na corrida ao Planalto. Paralelo a isso, pesquisas estaduais mostram o atual governador do Estado, Renato Casagrande (PSB), também liderando a corrida ao Palácio Anchieta. PT e PSB são aliados na reeleição de Casagrande no Espírito Santo e de Lula presidente do Brasil, e isso pode significar uma nova oportunidade para o partido no Espírito Santo, em especial para o PT em Cachoeiro de Itapemirim, maior colégio eleitoral capixaba fora da Grande Vitória.

O principal nome da legenda no sul do Estado é o ex-deputado e ex-prefeito de Cachoeiro, Carlos Casteglione, que foi prefeito do município por dois mandatos, de 2009 a 2016, mas não conseguiu fazer sucessor, em meio a onda anti-petista que varreu a nação e elegeu Jair Bolsonaro (PL) presidente e Victor Coelho (PSB) prefeito de Cachoeiro. Mas um novo momento se anuncia na política.

O PT e o PSB firmaram apoio à reeleição de Casagrande e a eleição de Lula, e como o PT capixaba não indicou um nome para compor a vice-governadoria na chapa com Renato Casagrande, nem indicou um nome para concorrer a uma cadeira no Senado, tudo indica que o acordo entre os dois partidos passa por outras esferas de poder no Estado, como a presidência da Assembleia Legislativa, cargos de primeiro escalão em uma eventual reeleição de Casagrande e a preferência para disputar prefeituras importantes no pleito de 2024. É aí que o PT de Cachoeiro de Itapemirim pode ressurgir, sob a liderança de Carlos Casteglione ou com um outro nome.

As conjunturas nacional e estadual, caso confirmadas as tendências, podem favorecer Casteglione, desde que o PT local reveja conceitos de grupos e dê uma boa votação ao seu candidato a deputado estadual, o ex-prefeito de Vitória, João Coser.

Se as articulações de Casteglione em Cachoeiro de Itapemirim e demais municípios vizinhos garantirem uma expressiva votação a Coser na região, isso significará uma volta de Casteglione e do PT de Cachoeiro ao jogo político.

Casteglione nunca teve um bom relacionamento pessoal com Casagrande, devido a sua histórica ligação com o ex-governador Paulo Hartung (sem partido), mas os tempos são outros e agora ele tem a oportunidade de estar junto no palanque e mostrar serviço.

Será que o PT de Cachoeiro e a campanha de João Coser no sul do ES, liderada por Casteglione, terá capacidade de articulação e força para dar uma quantidade expressiva de votos a Coser e Lula, superando o desgaste político de anos e voltando com força a cena política local? Dia 02 de outubro saberemos a resposta. Caso seja bem sucedido, isso significará uma nova oportunidade para Casteglione em Cachoeiro e para o Partido dos Trabalhadores no sul do Estado.

“Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”. Magalhães Pinto

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Será que o Rei da Linguiça quer ser o novo Barão de Itapemirim?

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Por Tiago Turini

O nome Barão de Itapemirim que leva a rua onde hoje funciona a Câmara Municipal de Cachoeiro nunca fez tanto sentido. Um vereador declaradamente monarquista quer aprovar uma lei “nunca vista antes na história do município”. Uma super lei, valendo mais que determinações do Governo Federal e Estadual, criando uma espécie de império dentro da República, onde o que vale da porteira para dentro de Cachoeiro é o que ele aprova no Legislativo Municipal.

Talvez pela pouca idade e por ter crescido praticamente em um império, a empresa do seu pai, a Cofril, Juninho da Cofril, como é conhecido, talvez esteja sendo influenciado pela realidade em que viveu e viu até hoje, onde apenas o patrão manda e os funcionários obedecem. Juninho talvez precise entender que a lógica, agora, é inversa: o funcionário é ele e quem manda é o povo, além, é claro, de toda uma construção histórica de um regramento que acabou virando um mundaréu de leis, na qual, em seu ápice político hoje (23) na Câmara Municipal de Cachoeiro, durante um evento negacionista, transgrediu algumas dessas leis, cometendo crime contra a saúde pública, ao promover aglomeração em meio a uma pandemia. Será que o Ministério Público viu isso?

O que Juninho da Cofril propôs e levou quase todos os vereadores a embarcarem nessa furada, com a exceção do vereador professor Diogo Lube que se posicionou contra, é uma aberração legislativa. Mas como é marinheiro de primeira viagem e refuta ter assessoria de qualquer área, o erro é perdoável.

Juninho da Cofril quer criar uma lei onde, num cenário imaginário, por exemplo, em caso de uma outra pandemia no Brasil, nem mesmo o Governo Federal poderia determinar o que aconteceria em Cachoeiro. Ou seja, se amanhã o Brasil inteiro tiver que fechar o comércio, no Império Cachoeirano onde quem fabrica linguiça é rei, o comércio poderá funcionar normalmente, pois valerá o que diz a lei municipal proposta hoje, onde quem determina o que é essencial ou não no comércio será o Legislativo Municipal. É tão óbvio que não precisa ser nenhum Sérgio Moro para enxergar a inconstitucionalidade de tal Projeto de Lei.

Mais ainda

Juninho convocou empresários e trabalhadores para um protesto na porta da Câmara que, entre outras coisas, descumpriu todas as medidas sanitárias para enfrentamento do Coronavírus. E o povo que lá compareceu não sabia que se aglomerou à toa, porque a lei já nascia morta e nenhuma manifestação coletiva serviria de nada, até porque, falta uma semana, das duas impostas, para a quarentena acabar.

Talvez falte um pouco mais de Bolsonaro em Juninho da Cofril. Jogar para a plateia e fazer discursos vazios, acompanhados de políticas públicas ineficientes pode parecer fácil, mas, a exemplo do presidente, requer muitos anos de experiência.

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