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Trump chama ambientalistas de “catastrofistas”: ‘os profetas da desgraça’

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Official White House/Tia Dufour

O presidente do EUA, Donald Trump

Poucas horas depois do discurso de Greta Thunberg em Davos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou nesta terça-feira (21) ativistas ambientais de ” catastrofistas “, os “profetas da desgraça”.

A declaração foi dada durante sua participação no Fórum Econômico Mundial, que acontece na cidade suíça até 24 de janeiro. Em seu pronunciamento na 50ª edição do evento, o magnata defendeu os combustíveis fósseis e a desregulamentação da economia, indo de encontro à mensagem disseminada por Greta e ambientalistas mundo afora.

“Precisamos rejeitar os perenes profetas da desgraça e suas previsões do apocalipse”, disse Trump. Horas antes, a ativista sueca, que estava na plateia, havia acusado os governos de não fazerem “nada” para combater as mudanças climáticas .

Segundo o presidente, aqueles que denunciam um aquecimento global fora de controle são os “herdeiros dos tolos adivinhos de hoje”. Apesar disso, Trump anunciou a adesão dos EUA a um projeto de plantar 1 trilhão de árvores contra a crise climática.

O presidente também fez propaganda do petróleo e do gás americanos e reiterou que os Estados Unidos não precisam mais “importar energia de nações hostis”. “Nossos aliados europeus não ficariam mais vulneráveis se usassem o vasto fornecimento da América”, declarou.

Trump chegou em Davos no mesmo dia em que o Senado inicia o processo de impeachment contra ele por abuso de poder e obstrução do Congresso. O julgamento deve terminar ainda em janeiro, e uma condenação é improvável, já que isso exige o apoio de dois terços dos senadores (67 de 100), e os republicanos contam com maioria (53).

Fonte: IG Mundo

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Brasil acertou: suspensão de voos é medida eficaz contra a Covid-19

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Reprodução/ Flightradar24

O volume de voos na Europa, Ásia e Estados Unidos pode ser visto pelos aviões amarelos

O fluxo de passageiros nos aeroportos do Brasil já diminuiu drasticamente desde a chegada da Covid-19 ao País, tanto para voos domésticos como para internacionais. E a decisão de cancelar voos, mesmo domésticos, no começo da epidemia pode diferenciar o Brasil de outros países que insistem em não tomar o mesmo cuidado. 

A situação é diferente, por exemplo, em locais com alto nível de infectados e mortos, como os Estados Unidos e a Europa, onde o volume de voos continua grande. A diferença fica notória no aplicativo Flightradar24, que monitora a atividade aérea no mundo.

Nele é possível acessar os voos nacionais e internacionais que saem de cada país e acompanhar o horário de chegada. Na imagem acima, de uma rápida consulta feita pela reportagem na tarde da quarta-feira (01), é possível ver que o fluxo de voos nos Estados Unidos e na Europa permanece intenso.

Leia também: Há um jeito mais seguro para viajar durante a pandemia?

No país norte-americano, por exemplo, o rápido avanço dos números de casos do novo coronavírus (Sars-CoV-2) foi acompanhado da alta demanda de cidadãos retornando ao país por conta das políticas de restrição em outros países. 

E, segundo o epidemiologista e professor do curso de Odontologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Ernesto Josué Schmitt, o fechamento de fronteiras pode, sim, frear a disseminação de doenças.

“A disseminação de uma doença pelo globo ocorre pela circulação de pessoas e/ou objetos infectados, com isto, uma das decisões sanitárias (e talvez das mais difíceis, pois, impacta em outros setores) a ser tomada é o fechamento das fronteiras (terrestres, aéreas) incluindo a diminuição dos deslocamentos internos e diminuindo, em consequência disto, a extensão da contaminação populacional”.

Leia também: Como não ficar doente depois de uma viagem de avião? Veja 8 dicas

Primeiro país a ter a pandemia da Covid-19 , a China proibiu os voos internacionais no último sábado (28) após detectar que o número de infectados voltou a subir em especial entre estrangeiros.

Como estão os cuidados no Brasil?

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Azul ainda mantém trecho para Fort Lauderdale e Orlando

Assim como a China, o governo brasileiro decidiu fechar as fronteiras aos estrangeiros no último dia 27. Com os voos internacionais cancelados e a baixa na demanda nacional, alguns aeroportos anunciaram que fecharão terminais como Confins (MG) e Guarulhos (SP).

Para que o setor não entre em colapso, a ANAC estabeleceu uma malha aérea essencial nacional. Em operação desde o dia 28 de março, a nova malha visa atender todos os estados do Brasil. Serão 723 no Sudeste, 153 na região Nordeste, 155 no Sul, 135 no Centro-oeste e 75 voos para a região Norte.

Apesar de a entrada de estrangeiros estar fechada, algumas companhias aéreas ainda atendem rotas internacionais como Estados Unidos – Brasil. A Azul Linhas Áereas mantém suas bases em Orlando e Fort Lauderdale, mas afirma que está seguindo rígidos padrões de higiene para não disseminar o vírus entre funcionários e passageiros.

“Estamos reforçando a limpeza de nossas aeronaves a cada voo e orientamos nossos tripulantes para se atentarem as medidas de higiene recomendadas pelo Ministério da Saúde. Além disso, a frota de aviões da Azul é equipada com sistemas de ar condicionado que possuem filtros HEPA (High Efficiency Particulate Air). Eles renovam o ar de toda aeronave a cada três minutos e conseguem extrair 99,999% dos vírus existentes, extinguindo até o COVID-19”, diz a empresa. Os funcionários da Azul também têm usado equipamentos de proteção.

Leia também: Empresas aéreas firmam acordo para cancelar e remarcar passagem

Apesar do cuidado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que o risco de contaminação ainda é grande. Para a entidade, a área de maior risco em voos são as duas filas na frente, atrás ou ao lado de uma pessoa infectada. Como não é possível identificar quem está infectado, o indicado é aumentar a distância entre passageiros ou suspender a malha aérea.

Fonte: IG Mundo

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