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Saúde

Vacina de Oxford induz resposta imune em adultos de todas as idades, diz estudo

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Vacina

Resultados compreendem ainda a segunda fase de testes do imunizante – Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Nesta quinta-feira (19), novos resultados sobre os avanços dos realizados pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca para o desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19 foram divulgados pela revista científica Lancet. Os testes da fase 2 mostraram que ela foi capaz de induzir resposta imune em adultos de todas as idades, até mesmo em idosos, grupo de risco da doença.

Segundo os pesquisadores, os anticorpos neutralizantes do novo coronavírus (Sars-Cov-2) foram identificados em 99% dos voluntários de todas os grupos etários em 28 dias após a dose de reforço. Eles ressaltaram também que houve um “pico” na quantidade de células T, vitais para o combate ao vírus, 14 dias após a primeira dose da vacina ChAdOx1.

Ainda de acordo com a publicação, a vacina apresentou menos reações adversas em voluntários mais velhos do que nos mais jovens, mostrando que deve ser eficaz no combate ao vírus exatamente em uma das faixas etárias de maior risco. Foram apontadas como principais reações pelos participantes dores de cabeça, dor no local da aplicação e febre.

Apesar dos resultados positivos, a eficácia da vacina Oxford/AstraZeneca só poderá ser confirmada com a finalização dos testes da fase 3, que seguem sendo realizado em diversos países. No Brasil, os estudos são feitos em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o governo já tem acordo para comprar cerca de 100 milhões de doses via Ministério da Saúde quando a eficácia do imunizante for comprovada.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Jovens relatam mudanças de rotina e de humor em estudo sobre pandemia

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Agência Brasil

Entre diversas informações, a pesquisa revela que 48,7% dos adolescentes têm sentido preocupação, nervosismo ou mau humor
Foto: Getty Images

Entre diversas informações, a pesquisa revela que 48,7% dos adolescentes têm sentido preocupação, nervosismo ou mau humor

Em um estudo coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) sobre a pandemia de covid-19, jovens brasileiros relataram mudanças de rotina, alterações de humor, piora na saúde e adoção de hábitos alimentares não saudáveis.

Entre diversas informações, a pesquisa revela que 48,7% dos adolescentes têm sentido preocupação, nervosismo ou mau humor, na maioria das vezes ou sempre.

Considerando apenas as meninas, o percentual sobe para 61,6%. No recorte por idade, o índice é maior entre adolescentes mais velhos, de 16 e 17 anos. Nessa faixa etária, tais sentimentos foram relatados por 55,3%, percentual superior aos 45,5% registrados no grupo entre 12 e 15 anos.

Intitulado ConVid Adolescentes – Pesquisa de Comportamentos, o estudo coordenado pela Fiocruz foi realizado em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Foram entrevistados 9.470 jovens de todo o Brasil na faixa de 12 a 17 anos. Os questionários foram respondidos de forma online entre junho e setembro. Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (1º).

O aumento dos relatos de sedentarismo é outro dado que consta do estudo. O percentual de jovens que não fazem 60 minutos de atividade física em nenhum dia da semana foi de 43,4%. Antes da pandemia, o índice era de 20,9%. Os pesquisadores chamam a atenção para esta mudança, uma vez que jovens costumam praticar esportes, aulas de dança e outras atividades.

O tempo de uso de equipamentos eletrônicos como computador, tablet e celular aumentou. Entre os adolescentes de 16 e 17 anos, 77% afirmaram ficar em frente a esses aparelhos mais de quatro horas por dia, sem contar o período em que eventualmente estão tendo aulas online.

O consumo de alimentos não saudáveis em dois dias ou mais por semana aumentou. Pratos congelados, chocolates e doces estão sendo 4% mais consumidos. De acordo com a pesquisa, 36% dos adolescentes entre 12 e 17 anos relataram queda na qualidade do sono durante a pandemia. A piora da saúde de forma geral foi apontada por 30% dos jovens.

Problemas relacionados com as aulas online também foram diagnosticados: 59% afirmaram ter dificuldades para se concentrar nas aulas a distância e 38,3% se queixaram da falta de interação com os professores. Em relação ao entendimento do conteúdo ministrado, 47,8% dos adolescentes relataram estar entendendo pouco e 15,8% disseram não estar entendendo nada.

Restrição Social

A grande maioria dos adolescentes afirmou ter aderido a medidas de restrição social. Esse grupo reuniu 71,5% dos entrevistados, e a restrição total foi relatada por 25,9%, enquanto 45,6% disseram adotar uma restrição intensa, em que só saem para supermercados, farmácias ou casa de familiares.

Há variações no recorte por regiões. O percentual alcança o maior patamar no Sul do país: 74,1% dos jovens dizem aderir a medidas de restrição social. O menor índice, de 66,1%, foi o da Região Norte. Esta foi também a região onde houve o maior índice de adolescentes que afirmaram ter tido diagnóstico positivo para covid-19: 6,1%, bem acima da média de 3,9% considerando todos os entrevistados.

Fonte: IG SAÚDE

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