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Praça Vermelha

Vai mais manso, Mansur!

Dizem que a festa dos ‘outros’ sempre incomoda. Deve ser a alegria, a satisfação, o prazer e o deleite com que os “outros” aproveitam a algazarra. Isso é natural! Deve ter sido esta a razão que levou o deputado estadual Marcos Mansur (PSDB), aqui de Cachoeiro de Itapemirim, a usar o tempo das comunicações da […]

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Dizem que a festa dos ‘outros’ sempre incomoda. Deve ser a alegria, a satisfação, o prazer e o deleite com que os “outros” aproveitam a algazarra. Isso é natural! Deve ter sido esta a razão que levou o deputado estadual Marcos Mansur (PSDB), aqui de Cachoeiro de Itapemirim, a usar o tempo das comunicações da tribuna da Assembleia Legislativa (Ales), na tarde de segunda-feira para fazer críticas à Prefeitura de Cachoeiro, em especial à Corrida de São Pedro.

Segundo o probo e honrado deputado, no último sábado (22), Oscar Schmidt, atleta do basquete brasileiro e palestrante, que viaja pelo Brasil contando sobre sua vida, seus momentos de superação, esteve na cidade, na Igreja Batista Renovada, congregação a qual o deputado faz parte. A corrida atrapalhou o deslocamento para a palestra. Diz o deputado que Oscar também chegou  a criticar a balbúrdia causada em Cachoeiro.

Ora, deputado, tudo bem que a corrida tem nome de santo e que vocês não são chegados a tal hábito religioso, mas faltou planejamento. Há quarenta anos, quando o senhor engatinhava, a corrida existe. Então, sabendo do evento da Prefeitura, caro político, não dava para marcar a presença marcante de Oscar, que até ganharia publicidade  jornalística – se é que isso é vero – em outra data? Por que bater de frente com um acontecimento histórico da cidade? Vontade de provar que é maior que o Santo? Ou simplesmente o desejo de criar celeuma onde todo mundo se divertiu?

Desculpe o trocadilho, mas seja mais o seu sobrenome: manso, de Mansur. Tenha serenidade e inteligência para avaliar cada coisa a seu tempo dentro de um contexto laico e social.

Agora, um evento da magnitude de Corrida de São Pedro tem que ser respeitado; por antiguidade, posto, e apelo popular. Nós da redação mesmos ficamos empolgados ao saber que Oscar VEIO à cidade dar uma palestra… Só que ninguém nos avisou. E vidência é lá do espiritismo, não?

E não houve perseguição como disse o senhor, nobre parlamentar. “Quero fazer uma nota de lamento. A prefeitura da nossa cidade não teve a sensibilidade de valorizar o evento e de se somar conosco para um evento desta importância para Cachoeiro de Itapemirim. A prefeitura e as autoridades municipais já estavam sabendo da palestra, eles puxaram a tradicional corrida de São Pedro, que anualmente acontece sempre no penúltimo domingo do mês, na parte da manhã, para o sábado à noite e a gente não entende por qual razão, se foi para competir ou atrapalhar a palestra”, disse o deputado.

Engraçado  isso! Colocar a culpa em um evento das dimensões da Corrida de São Pedro em cima da falta de apoio à sua realização.

“Estamos apenas aqui lamentando a falta de sensibilidade da prefeitura de ter feito conflitar a data e o horário e o pior, eles travaram o trânsito todinho da cidade. Fecharam todas as pontes que atravessam Cachoeiro de um lado para o outro das 18h até às 22h, foi algo assim extremamente deselegante e traumático”. Concordamos. Mas alertamos para a falta de comunicação  da Igreja com o resto da cidade e adiar um evento que mobilizou milhares de cachoeirenses por causa de um palestrante não seria bem recomendável.

Fica aqui nossa dica. Converse mais e lamente menos, até porque este era o trabalho do nosso capitão da consagrada seleção brasileira de basquete. Sem traumas religiosos, mas o senhor, deputado, não fez bem em reclamar. Quem sabe, ano que vem, período de eleição municipal, o senhor não irá aproveitar a Corrida de São Pedro para fazer campanha? É ou não uma boa ideia?

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Será que o Rei da Linguiça quer ser o novo Barão de Itapemirim?

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Por Tiago Turini

O nome Barão de Itapemirim que leva a rua onde hoje funciona a Câmara Municipal de Cachoeiro nunca fez tanto sentido. Um vereador declaradamente monarquista quer aprovar uma lei “nunca vista antes na história do município”. Uma super lei, valendo mais que determinações do Governo Federal e Estadual, criando uma espécie de império dentro da República, onde o que vale da porteira para dentro de Cachoeiro é o que ele aprova no Legislativo Municipal.

Talvez pela pouca idade e por ter crescido praticamente em um império, a empresa do seu pai, a Cofril, Juninho da Cofril, como é conhecido, talvez esteja sendo influenciado pela realidade em que viveu e viu até hoje, onde apenas o patrão manda e os funcionários obedecem. Juninho talvez precise entender que a lógica, agora, é inversa: o funcionário é ele e quem manda é o povo, além, é claro, de toda uma construção histórica de um regramento que acabou virando um mundaréu de leis, na qual, em seu ápice político hoje (23) na Câmara Municipal de Cachoeiro, durante um evento negacionista, transgrediu algumas dessas leis, cometendo crime contra a saúde pública, ao promover aglomeração em meio a uma pandemia. Será que o Ministério Público viu isso?

O que Juninho da Cofril propôs e levou quase todos os vereadores a embarcarem nessa furada, com a exceção do vereador professor Diogo Lube que se posicionou contra, é uma aberração legislativa. Mas como é marinheiro de primeira viagem e refuta ter assessoria de qualquer área, o erro é perdoável.

Juninho da Cofril quer criar uma lei onde, num cenário imaginário, por exemplo, em caso de uma outra pandemia no Brasil, nem mesmo o Governo Federal poderia determinar o que aconteceria em Cachoeiro. Ou seja, se amanhã o Brasil inteiro tiver que fechar o comércio, no Império Cachoeirano onde quem fabrica linguiça é rei, o comércio poderá funcionar normalmente, pois valerá o que diz a lei municipal proposta hoje, onde quem determina o que é essencial ou não no comércio será o Legislativo Municipal. É tão óbvio que não precisa ser nenhum Sérgio Moro para enxergar a inconstitucionalidade de tal Projeto de Lei.

Mais ainda

Juninho convocou empresários e trabalhadores para um protesto na porta da Câmara que, entre outras coisas, descumpriu todas as medidas sanitárias para enfrentamento do Coronavírus. E o povo que lá compareceu não sabia que se aglomerou à toa, porque a lei já nascia morta e nenhuma manifestação coletiva serviria de nada, até porque, falta uma semana, das duas impostas, para a quarentena acabar.

Talvez falte um pouco mais de Bolsonaro em Juninho da Cofril. Jogar para a plateia e fazer discursos vazios, acompanhados de políticas públicas ineficientes pode parecer fácil, mas, a exemplo do presidente, requer muitos anos de experiência.

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