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Agronegócio & Turismo

Veneza é incorporada à Coopeavi

A Cooperativa Agropecuária do Norte do Espírito Santo (Veneza) está oficialmente incorporada à Cooperativa Agropecuária Centro Serrana (Coopeavi). O ato foi decidido por unanimidade nesta quarta-feira (20), na sede do Lions Club de Nova Venécia, em Assembleia Geral Extraordinária e Conjunta com a participação dos cooperados das duas cooperativas. Com a união, o quadro social […]

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A Cooperativa Agropecuária do Norte do Espírito Santo (Veneza) está oficialmente incorporada à Cooperativa Agropecuária Centro Serrana (Coopeavi). O ato foi decidido por unanimidade nesta quarta-feira (20), na sede do Lions Club de Nova Venécia, em Assembleia Geral Extraordinária e Conjunta com a participação dos cooperados das duas cooperativas.

Com a união, o quadro social da Coopeavi salta para cerca de 15 mil cooperados, se tornando a maior cooperativa agropecuária do Espírito Santo. A previsão de faturamento para 2019 é superior a meio bilhão de reais.
Segundo a Organização das Cooperativas Brasileiras do Espírito Santo (OCB/ES), a incorporação de cooperativas é um procedimento usado para manter a perpetuidade dos negócios, promover o crescimento das organizações e melhorar a gestão empresarial.

“Nasce uma nova cooperativa, mais forte, com maior musculatura, que com certeza trará bons resultados para os seus associados e para a sociedade. É uma ação que tem total apoio e participação efetiva da OCB na assessoria e nas orientações técnicas, jurídicas, fiscais e contábeis”, afirma o superintendente da OCB/ES, Carlos André de Oliveira.

Pela incorporação, além de receber em seu quadro social os associados da Veneza, a Coopeavi vai alterar sua estrutura de gestão, absorvendo parte da diretoria e do conselho da Veneza. “A atual equipe da Veneza é muito importante para nossa cooperativa. Nós de Santa Maria de Jetibá somos cem por cento favoráveis à incorporação”, disse o presidente da Coopeavi, Arno Potratz.

Com esse processo, surge uma nova instituição, que vai manter a razão social da Coopeavi. A diretoria da cooperativa, com sede em Santa Maria, enfatiza que não se trata de compra e venda da Veneza e, sim, da união entre as entidades de modo a fortalecer o cooperativismo.

“A Coopeavi vai se tornar mais forte porque vai diversificar os seus negócios, o que é bom para o mercado. Vamos produzir mais ração e agregar mais valor ao produto lácteo. Isso é importante para diminuir o ciclo financeiro”, destaca o vice-presidente da Coopeavi, Denilson Potratz.

Aumento da competitividade
O principal motivo da união entre a Coopeavi e a Veneza é o fortalecimento das duas cooperativas num ambiente de negócios cada vez mais competitivo, tanto no cooperativismo quanto no empresarial.

O presidente da Veneza, José Carnielli, ressalta a possibilidade de expandir o setor de laticínios. “A atividade vai mudar para melhor, com mais capacidade de investimentos, expansão e lançamento de produtos, tornando o setor mais competitivo. O leque ampliado de produtos e serviços da Coopeavi traz muito mais oportunidades para os nossos associados”.

O aumento significativo da concorrência pressiona as margens de lucro dos produtos para baixo, com reflexo negativo no resultado dos negócios, afetando principalmente as organizações não preparadas para este novo cenário de mercado.

A comissão formada pelos cooperados das duas cooperativas atestou que a Veneza apresenta um balanço saudável, mas com poucos recursos para investimentos a médio e longo prazos.

Além disso, com a incorporação, a cooperativa pretende aumentar a competitividade com injeção de recursos no seu capital de giro. Isso vai permitir ampliar sua atuação em outras regiões do país, onde atualmente não opera, e ainda melhorar a assistência ao cooperado no campo.

“Vejo a incorporação de forma muito positiva. Com ela, começamos a acreditar em mais crescimento. É o momento para fortalecer e criar maior segurança para permanecer no mercado e ampliar áreas de atuação das duas cooperativas, agora uma só”, declara Erivelto Balarini, cooperado da Veneza.

Fortalecimento da marca
A Veneza distribui seus produtos lácteos no Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e até no Pará, com a qualidade reconhecida em quase 66 anos de tradição, devidamente testada e aprovada pelos consumidores.

A partir da incorporação, além de cafés especiais, ovos, nutrição animal e varejo agropecuário, a Coopeavi agregará uma indústria de laticínios com marca muito forte no segmento. “É com muita alegria que recebemos os associados da Veneza. O produtor precisa se unir, pois juntos seremos mais fortes, ou melhor, gigantes”, finaliza o diretor administrativo comercial da Coopeavi, Argêo Uliana.

A marca Veneza será mantida nos produtos, assim como a permanência das atividades industriais em Nova Venécia e região, resguardando os benefícios econômicos na comunidade local.

Vale lembrar que, em 2015, a Coopeavi fez o mesmo com a Pronova, em Venda Nova do Imigrante. Além de preservar a marca, a cooperativa a impulsionou e a promoveu como de altíssima qualidade no mundo dos cafés especiais.

Entenda mais sobre a incorporação
Incorporação é um procedimento usado para manter a perpetuidade dos negócios, promover o crescimento das organizações e melhorar a gestão empresarial. Pela incorporação, uma sociedade cooperativa, recebe os associados de outra cooperativa e assume suas obrigações e direitos.

Outras cooperativas brasileiras, a exemplo da Cooparaíso, Coopecitrus, Batavo, Central Catarinense de Laticínios, também passaram pelo processo de incorporação. A própria Coopeavi está em seu quarto processo de incorporação de outras cooperativas. Na década de 1970, a Coopeavi incorporou duas cooperativas, uma de Santa Teresa e outra de Jardim Limoeiro (Serra) e, em 2015, a Pronova, de Venda Nova.

Benefícios para ambas cooperativas:
• Ganha em escala (produção, industrialização e comercialização) e em competitividade;
• Melhora as margens de comercialização;
• Reduz custos e despesas;
• Melhora a gestão;
• Obtém vantagens fiscais;
• Melhora processos de inovação e aquisição de tecnologias com agregação de valor;
• Ganha força para modernizar o parque industrial de laticínios, fôlego para desenvolver e lançar de novos produtos do segmento;
• Integraliza e verticaliza toda a cadeia do leite, como já é realidade dentro da Coopeavi nas cadeias produtivas de café e ovos;
• Aumenta o capital dos cooperados e também o poder de negócios com fornecedores;
• Além de fortalecer a marca Veneza.

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Agronegócio & Turismo

Voos Campos – Rio vão ser retomados em novembro

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O Cessna Caravan leva até nove passageiros e opera em todo o país

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras anunciou o retorno dos voos de Campos dos Goytacazes, no Norte fluminense, para a capital do estado a partir do próximo dia 12 de novembro. O acerto foi anunciado após encontro entre a direção da empresa e executivos de agências de turismo no fim da semana passada, em Barueri (SP). As operações estavam suspensas em razão da pandemia da covid-19.

“Não poderíamos ficar aqui sentados e fomos em busca deste resultado. O alto comando da Azul nos recebeu muito bem. A empresa entendeu a importância da região e a retomada dos voos”, disse Marcelo Miranda, diretor executivo de uma agência de turismo.

De acordo com informações do assessor da presidência da Azul, Ronaldo Veras, e o diretor de Relações Institucionais da empresa, Marcelo Bento, em princípio a retomada dos dois voos diários para o Rio será feita numa aeronave Cessna Caravan, monomotor de nove lugares. À medida em que o mercado se reaquecer, a previsão é de que haja o retorno das viagens através do ATR-72, com capacidade para até 70 lugares.

Desta vez, a rota Rio – Campos – Rio será feita sem escalas em Macaé. Os voos sairão do Aeroporto Santos Dumont (SDU) às 6h20 e 12h40. A volta, saindo do Aeroporto Bartolomeu Lisandro (CAW), acontece às 7h40 e 14 horas (Em consulta do Hoje ES ao site da Azul, cada trecho para compra hoje (05/10) custa entre R$ 801,96 e R$ 809,37).

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