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Vídeo: Lobão chama ditadura de “merda” e homenagem a militares de “estupidez”, e causa polêmica nas redes sociais

O cantor e compositor Lobão causou turbulência nas redes sociais após divulgar um vídeo em que critica a ditadura militar e as comemorações defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro aos 55 anos do golpe militar. Conhecido por sua militância à direita e pelos ataques que desfere à esquerda, Lobão disse que o período ditatorial foi “muito escroto” e […]

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O cantor e compositor Lobão causou turbulência nas redes sociais após divulgar um vídeo em que critica a ditadura militar e as comemorações defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro aos 55 anos do golpe militar. Conhecido por sua militância à direita e pelos ataques que desfere à esquerda, Lobão disse que o período ditatorial foi “muito escroto” e “uma merda”, e que ter saudade do regime militar é uma “estupidez”. O comentário gravado por Lobão em seu canal no YouTube foi parar na lista dos assuntos mais comentados do Twitter nesta manhã.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), compartilhou o vídeo com o seguinte comentário: “Ídolo da direita e eleitor de Bolsonaro, Lobão mandou a real sobre a ditadura: ‘autoritária, imbecil, escrota, uma merda e responsável pelas mazelas atuais do país’. O cantor criticou quem defende aquele período sombrio que assassinou, torturou e sumiu com milhares de brasileiros”. De maneira irônica, alguns incluíram o nome do artista em uma lista de nomes conservadores considerados “comunistas” pelos apoiadores de Bolsonaro.

A discussão sobre a ditadura militar esquentou nas redes sociais esta semana após o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, ter dito que Bolsonaro determinou ao Ministério da Defesa que faça as “comemorações devidas” pelos 55 anos do golpe militar no próximo dia 31. Naquela data os militares deram início a uma ditadura que durou 21 anos, resultou no fechamento do Congresso, no cancelamento de eleições diretas para presidente, na cassação de mandatos políticos, em torturas, mortes e desaparecimento de milhares de pessoas em todo o Brasil, conforme apurou a Comissão da Verdade.

Para Lobão, a direita repete a esquerda quando “glorifica” o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, a quem o presidente da República chama de herói. O músico ressalvou, no entanto, que não acredita que haja provas cabais contra Ustra. “A direita está em 64, e a esquerda em 68”, afirmou, defendendo que o paíse olhe para frente. “Não podemos demonizar os militares porque salvaram a gente de um Cubão, mas também não podemos torná-los heróis, porque foi um regime tacanho, imbecil e ingênuo”, afirmou.

O cantor ressaltou que “coisas graves” aconteceram naquele período e que, por isso, não deve haver comemorações. “Não é porque a gente não seja de vertente comunista que a gente não pode fazer uma autocrítica sincera. Ponha-se no currículo das escolas, vamos mostrar a verdadeira história da guerrilha do Araguaia, o escândalo que foi a prisão do Genoino, o que fizeram com o garoto que era informante do grupo do Genoino. Esquartejaram o garoto na frente dos pais. Mostrar a presença americana em toda a manufatura das ditaduras na América Latina. E mostrar os acertos e os erros. A gente quer a verdade, não ficar em loop de estúpidos de poder, ficar com essa direita retrógrada, que entrega de bandeja todo o poder por ser caricata”, emendou.

A crítica de Lobão às comemorações ao golpe militar fizeram ressurgir nas redes uma declaração antiga dele, de 2011. Na época ele polemizou ao afirmar que havia “um excesso de vitimização na cultura brasileira”.  “Essa tendência esquerdista vem da época da ditadura. Hoje, dão indenização para quem sequestrou embaixadores e crucificam os torturadores que arrancaram umas unhazinhas”, criticou. “Em que Lobão acreditar? “, questionou no Twitter a jornalista Cynara Menezes.

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Mercado financeiro prevê queda de 1,96% na economia este ano

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Com a pandemia de covid-19, o mercado financeiro tem piorado a estimativa para a queda da economia este ano. A previsão de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – passou de 1,18% para 1,96%. Essa foi a nona redução consecutiva.

A  previsão para o crescimento do PIB em 2021 subiu de 2,50% para 2,70%. As previsões de expansão do PIB em 2022 e 2023 permanecem em 2,50%.

Dólar

A cotação do dólar deve fechar o ano em R$ 4,60, contra R$ 4,50 na semana passada. Para 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 4,47, contra R$ 4,40 da semana passada.

Inflação

As instituições financeiras consultadas pelo BC reduziram a previsão de inflação para 2020 pela quinta vez seguida. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 2,72% para 2,52%.

Para 2021, a estimativa de inflação segue em 3,50%, assim como para 2022 e 2023.

A projeção para 2020 está praticamente no limite inferior da meta que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ou seja, o limite inferior é 2,50% e o superior, 5,50%. Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%, também com intervalo de 1,5 ponto percentual em cada ano.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 3,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic tenha mais uma redução e encerre 2020 em 3,25% ao ano a mesma previsão da semana passada.

Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 4,50% ao ano. A previsão anterior era de 4,75% ao ano. Para o fim de 2022 e 2023, as instituições mantiveram a previsão em 6% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

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