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WhatsApp de prefeito capixaba é clonado e bandidos praticam golpes usando marca da Assembleia

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Um alerta aos usuários de aplicativos de mensagens instantâneas: criminosos clonaram a conta de WhatsApp de um prefeito capixaba e estão usando a marca da Assembleia Legislativa do Espírito Santo para praticar golpes.

Os golpistas enviam convites para que os usuários do aplicativo entrem em um grupo falso de notícias da Casa. Confirmado o interesse em participar do suposto grupo, a pessoa recebe por SMS um código que é solicitado pelos bandidos. Com isso, é instalado o Whatsapp Business da vítima em outro aparelho e os criminosos, então, passam a ter controle sobre a conta para praticar diversos tipos de crime.

A Procuradoria da Assembleia esclarece que um boletim de ocorrência será registrado. A Secretaria de Comunicação do Legislativo informa que não envia SMS para usuários nem solicita dados pessoais. O único link para acesso a grupo de notícias oficial é https://bit.ly/39p4lXc.

Clonagem e sequestro de contas

O especialista em segurança digital Eduardo Pinheiro Monteiro explica que há dois tipos de golpes envolvendo aplicativos de mensagens instantâneas: clonagem ou sequestro da conta de WhatsApp.

Na clonagem, os criminosos vasculham as redes sociais das supostas vítimas, coletando o maior número possível de dados e informações pessoais, como o tipo de carro utilizado, locais frequentados, como trabalho e escola dos filhos, e até a residência das pessoas.

Com isso, é criada uma conta com o nome e uma foto da vítima para entrar em contato com amigos e familiares e, a partir daí, solicitar empréstimos como se fosse a pessoa, praticar extorsão e estelionato.

No sequestro de WhatsApp, os crimes praticados são praticamente os mesmos que na clonagem, porém, nesse caso, os bandidos invadem o aparelho da vítima, passando a ter acesso ao conteúdo do aplicativo como fotos, vídeos, conversas e documentos.

“Geralmente, os criminosos entram nas redes sociais ou nos próprios grupos do WhatsApp para descobrirem os números de telefones e o tipo de vínculo entre as pessoas. Logo, eles descobrem quem são as pessoas de maior afinidade da vítima para tirar dinheiro delas”, explica.

Como evitar 

De acordo com Eduardo, algumas dicas simples podem prevenir as invasões aos aparelhos celulares e evitar que as pessoas caiam em armadilhas:

  • Baixe sempre o aplicativo da plataforma oficial;
  • Ative a verificação em duas etapas e nunca forneça o código criado para ninguém;
  • Não forneça códigos recebidos via SMS para solicitantes suspeitos;
  • Desconfie de facilidades ou pedidos de dinheiro pelo WhatsApp;
  • Busque outras formas de confirmar um pedido de ajuda ou solicitação de dinheiro antes de se comprometer a ajudar. Telefone para a pessoa e verifique a informação; e
  • Evite participar de grupos com pessoas estranhas. Os criminosos podem estar infiltrados.

Como recuperar sua conta 

Solicite bloqueio da conta

A primeira ação a ser feita é comunicar imediatamente ao suporte do WhatsApp e solicitar o bloqueio da conta, para que o criminoso não consiga se passar pela vítima e tirar dinheiro dos seus contatos. A solicitação de bloqueio da conta deve ser feita enviando um e-mail para [email protected], com o assunto: Perdido/Roubado – Desative minha conta.

Avise aos seus contatos

Após a solicitação do bloqueio da conta, a vítima deve telefonar para seus parentes e amigos mais próximos, avisar o ocorrido e pedir que comuniquem o fato nas redes sociais e nos grupos do WhatsApp. Quanto mais abrangente e eficiente for essa rede de comunicação do fato menor será o risco de sucesso do golpe.

Recupere a conta 

Para recuperar a conta, a vítima fará o mesmo que o criminoso fez ao sequestrá-la: iniciar o processo de instalação do aplicativo com os dados da sua linha telefônica.

Nesse processo podem ocorrer duas situações: 1 – A vítima receber um código via SMS e conseguir recuperar a conta; ou 2 – O criminoso fez o que a vítima devia ter feito e ativou a verificação em duas etapas e agora possui um código que, é claro, não fornecerá para a vítima. Desse modo, a vítima só conseguirá recuperar a sua conta após sete dias, quando efetuará novamente o processo de instalação e receberá um código “master” para concluir a recuperação da conta.

Uma alternativa para recuperação da conta é instalar o aplicativo “WhatsApp Business”. Entretanto, o processo de recuperação pode levar 12 horas e, nesse espaço de tempo, o criminoso pode fazer um grande estrago financeiro se passando pela vítima.

Informe à polícia

Após a realização dos passos anteriores, a vítima deve procurar uma delegacia para fazer um boletim de ocorrência e assim fornecer elementos para que a polícia possa investigar o caso.

“O mais importante é sempre fazer a verificação em duas etapas e nunca fornecer códigos considerados suspeitos e que forem enviados via SMS”, afirma Eduardo.

Prevenir é a melhor alternativa 

De acordo com o titular da Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos, Brenno Andrade, este tipo de delito é muito comum em todo o Brasil. Segundo ele, a Grande Vitória contabiliza um caso por dia. O crime é previsto no artigo 171 do Código Penal e é passível de reclusão que vai de um a cinco anos, além de multa.

O delegado ressalta que, embora não seja um crime de difícil solução, a ação dos golpistas deve ser evitada. Ele afirma que o comportamento das pessoas dentro e fora da internet tem contribuído para a ação desses golpistas.

“A primeira dica é desconfiar de tudo. Isso dificulta o trabalho dos criminosos.  Desconsidere links de convites de grupos. Caso receba, ligue para o contato que o enviou e certifique-se. Nunca compartilhe códigos e sempre ative a verificação em duas etapas. Ela funciona como uma segunda camada de segurança”, esclarece.

Brenno informa que as vítimas de crimes cibernéticos podem registrar boletim de ocorrência na delegacia online, em qualquer delegacia ou na especializada nesses delitos. Ela fica localizada na Avenida Marechal Campos, 1246, Bairro Bonfim, em Vitória.

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Em vigor, lei garante tag para viaturas policiais

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Entrou em vigor a Lei 11.238, que obriga as concessionárias de serviços públicos que operam em rodovias estaduais a fornecerem dispositivos eletrônicos (os chamados tags), ou outros sistemas que venham a ser implementados, para os veículos das polícias Civil (PCES) e Militar (PMES), do Corpo de Bombeiros (CBMES) e ambulâncias. A nova lei foi publicada no Diário do Poder Legislativo (DPL) desta terça-feira (19) e teve como origem proposição (PL 589/2020) do deputado Delegado Danilo Bahiense (sem partido).

A legislação ainda determina o mesmo benefício aos seguintes veículos prestadores de serviços de utilidade pública: os destinados à manutenção e reparo de redes de energia elétrica, de água e esgoto, de gás combustível canalizado e de comunicações; à conservação, manutenção e sinalização viária; guinchos; transporte de valores; serviços de escolta; recolhimento de lixo; e de manutenção e restabelecimento dos sistemas das linhas e estações metroferroviárias.

O benefício deverá ser assegurado mediante envio de ofício às concessionárias com cópia do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV) e, quando se tratar de veículo locado, também a cópia do contrato de locação. De acordo com o caso, o responsável pela solicitação poderá ser o delegado-geral da PCES, o comandante-geral da PMES, o comandante-geral dos Bombeiros e o secretário de Estado da Saúde.

Aprovação

O Projeto de Lei (PL) 589/2020 foi aprovado no final do ano passado e encaminhado para sanção do Executivo estadual. Como o governador Renato Casagrande (PSB) não se manifestou no prazo legal (15 dias úteis), a legislação foi promulgada pelo presidente da Assembleia Legislativa (Ales) Erick Musso (Republicanos).
 

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