Dois homens foram presos nesta quarta-feira (12), em Marataízes e Itapemirim, durante uma operação contra um grupo investigado por fraudes bancárias eletrônicas e lavagem de dinheiro.
A ação fez parte da Operação Falsa Gerente, deflagrada pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) da Polícia Civil de Alagoas, com cumprimento de mandados também no Espírito Santo e no Rio de Janeiro.
No Sul capixaba, participaram da operação policiais civis de Marataízes e Itapemirim, com apoio do setor de inteligência da Guarda Civil Municipal (GCM).
Ao todo, quatro investigados foram presos durante a operação, sendo dois deles localizados por equipes capixabas.
Prisões em Marataízes e Itapemirim
Em Marataízes, no bairro Barra de Itapemirim, um homem de 42 anos foi preso por força de mandado de prisão preventiva.
Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência dele, os policiais recolheram um aparelho celular e um cartão bancário que, segundo a investigação, possuem ligação com o caso.
Já em Itapemirim, na localidade de Itaoca, outro homem, de 50 anos, foi preso preventivamente por suspeita de estelionato.
O celular dele também foi apreendido. As equipes cumpriram ainda um mandado de busca e apreensão em uma residência vinculada ao investigado, localizada em Marataízes.
Os mandados foram expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital do Tribunal de Justiça de Alagoas.
Golpe teria movimentado mais de R$ 5 milhões
A investigação apura a atuação de uma organização criminosa especializada no chamado “golpe da falsa gerente”.
De acordo com a polícia, os criminosos se passavam por gerentes de instituições bancárias e entravam em contato com as vítimas. Durante a abordagem, convenciam os alvos a permitir acesso remoto ao aparelho celular.
A partir desse acesso, os investigados conseguiam realizar movimentações e transferências bancárias.
Em um dos casos investigados, uma vítima teria sofrido um prejuízo de R$ 200 mil, transferidos para uma empresa apontada como utilizada pelo grupo criminoso.
Segundo a investigação, essa empresa movimentou mais de R$ 5 milhões.
Investigados foram levados para o CDP
Após as prisões, os dois homens foram conduzidos à Delegacia de Polícia de Marataízes e, posteriormente, encaminhados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) do município.
Eles permanecem à disposição da Justiça.
Conforme a participação de cada investigado, os envolvidos poderão responder por organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro.
As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes do esquema.




















