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Opinião | Na política se faz o que se pode e Casagrande tem feito o possível

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O sucesso do governador capixaba Renato Casagrande (PSB) na gestão da pandemia está no número de pessoas que ele desagrada. A democracia não é sobre vencer, mas sobre ceder em prol do coletivo. Se apenas um grupo se beneficia, não é democracia.

É óbvio que os números não estão bons, mas temos um presidente da república nagacionista e sabotador à frente do Governo Federal, em um estado extremamente Bolsonarista como o ES, com parte da população que escolheu correr o risco de matar seus entes “queridos”.

O governador comunicou-se com clareza em todos os momentos que vivemos na pandemia e agiu de maneira eficiente até o momento. A clareza e segurança de Casagrande e do seu secretário de Saúde, Nésio Fernandes, são uma ilha de lucidez nesse país dividido, mas com 294 mil mortos para ambos os lados.

Na política se faz o que se pode e no cenário atual, foi feito o melhor possível no Espírito Santo.

Quarentena ou lockdown sempre foram as últimas medidas a serem tomadas para salvar vidas e aliviar a pressão do sistema público de saúde, quando esgotadas todas as outras.

Hoje a ocupação de leitos na rede pública do ES chega aos 93%, enquanto na rede particular… Bem, a rede particular já está solicitando leitos para a rede pública do ES…

Quarentena é medida dura, mas necessária para preservar a maior riqueza do nosso estado, as vidas dos capixabas. Quarentena é medida dura para salvar a minha vida, a sua, a de um parente seu, um amigo.

Políticos egoístas aproveitam o momento de crise global para fazer politicagem com conspirações e fake news, tudo para tentar aparecer em um momento de profunda tristeza para quase 300 mil famílias brasileiras.

Tivesse o Governo Federal seguido as determinações da OMS desde o início da pandemia, corrido atrás de comprar vacinas desde que os primeiros resultados positivos dos testes começaram a surgir, ou ao menos tivesse criado um gabinete de crise para articular medidas para salvar vidas de brasileiros, hoje não viveríamos essa tragédia. Preferiram bravatas, fake news e supostos remédios milagrosos que já foram amplamente descartados por estudos.

A responsabilidade pelos quase 300 mil brasileiros mortos até agora tem nome e sobrenome e ocupa um Palácio em Brasília. Mas não é só dele, mas sim de todos que reproduzem suas insanidades, como se todo o planeta sempre estivesse errado e só o político que diversas vezes durante sua campanha eleitoral afirmou não entender nada de economia e saúde, é quem estivesse correto em seu universo paralelo de grupos de Whatsapp e demais redes sociais. Gente que o tempo todo diz ser patriota e amar o povo brasileiro, mas não mede esforços para fugir de suas responsabilidades, criar cortinas de fumaça e culpar terceiros pelas mazelas que muitas vezes ele mesmo causa.

Nesse cenário de mortes, insanidades, crimes e fake news, é fácil entender porque o Governador Casagrande se destaca nacionalmente no combate a Covid-19 e faz do ES um dos estados que melhor combatem esse vírus. Essa é a realidade que os politiqueiros e o gabinete do ódio tentam ignorar enquanto criam uma narrativa falsa para projetar políticos oportunistas e mentiras absurdas no momento em que quase 3 mil brasileiros morrem por dia.

Essa gente “de bem”, esses supostos “patriotas” que não ligam para as mortes de seu próprio povo têm muito sangue nas mãos.

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