conecte-se conosco

Tiago Turini

Victor Coelho responde à tragédia com destreza, inteligência e empatia

Publicado

Pode-se afirmar que o prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Victor Coelho (PSB), foi “brindado” por dois grandes desafios em ocasiões, digamos, bastante simbólicas: uma, no início de sua gestão, no verão de 2017; e a outra, coincidentemente, no verão deste ano, o último de seu primeiro mandato.

Afinal, qual cachoeirense não se recorda, ainda hoje, da resposta – imediata – da prefeitura à crise da segurança pública capixaba, há três anos?

Por vias legais e articulações ágeis, a gestão de Victor Coelho (que mal havia acabado de assumir o Palácio Bernardino Monteiro) rearmou temporariamente a Guarda Civil Municipal, que, durante aquele fatídico fevereiro de 2017, conseguiu suprir a ausência da Polícia Militar nas ruas da cidade, devolvendo à população, rapidamente, certa sensação de tranquilidade.

E agora, nos 12 meses finais de sua administração, o prefeito peesebista se vê diante de uma crise de ordem natural: a maior enchente da história de Cachoeiro.

Segundo dados oficiais, a catástrofe atingiu 2.450 pessoas, deixando 1.070 desalojadas, e causou prejuízos no comércio, estimados em R$ 120 milhões, com 567 estabelecimentos afetados, e no setor industrial, de pelo menos 3 milhões de reais.

Além disso, prédios e equipamentos públicos sofreram danos calculados em R$ 1,4 milhão. No meio rural, as perdas chegam a cerca de 20 milhões de reais, com 9 pontes danificadas e 111 quilômetros de estradas a serem recuperadas.

Na parte de infraestrutura urbana, também de acordo com a prefeitura de Cachoeiro, deverão ser gastos mais de R$ 12,5 milhões para construção de muros de arrimo em 32 ruas, R$ 4,5 milhões em tapa-buracos, R$ 542 mil em recapeamento de vias urbanas e R$ 7 milhões em recuperação de pontes e calçadas.

Ainda assim, perante todo esse triste quadro de estragos sofridos pela cidade, Victor Coelho, em vez de posar para cliques todo sujo de lama, com enxada ou picareta na mão, optou por adotar medidas mais cabíveis ao seu cargo, tomando decisões administrativas que trazem alento à sociedade, sobretudo às pessoas diretamente atingidas pelas chuvas.

Uma dessas medidas é o cancelamento da programação do carnaval no município, que seria realizada entre os dias 22 e 25 de fevereiro, com recursos orçados em torno de R$ 400 mil. A atitude do prefeito se faz acertada por conta da destinação escolhida para essa verba: investimento em novas ferramentas de monitoramento de desastres.

Outra decisão que merece destaque é o projeto de lei elaborado pelo Executivo municipal – que já foi, inclusive, protocolado na Câmara dos Vereadores – com o objetivo de garantir redução no valor da conta de água de moradores e comércios afetados pela maior tragédia natural da cidade.

Enfim, ambas as ações, aliadas a outras não citadas neste artigo (mas que foram divulgadas pelas mídias locais, nos últimos dias), demonstram – e de maneira bem evidente – que Victor Coelho, com apoio de todo o seu secretariado, reagiu à enchente com a destreza, inteligência e empatia que o povo espera de uma liderança.

Comentários Facebook
publicidade

Política

A política dos imbecis

Publicado

por

Está em curso no país um movimento de retrocesso, que pode ser chamado também de imbecilização coletiva. Capitaneado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, esse processo, por um lado, exalta e amplifica o que há de pior na prática política nacional. Por outro, investe contra todos os avanços democráticos e civilizatórios conquistados pela sociedade brasileira nos últimos trinta anos, desde o fim da ditadura militar. Para os militantes do atraso, todo pensamento divergente deve ser destruído. E não importam as armas utilizadas. Agressões, ameaças, mentiras e distorção dos fatos compõem o cardápio de políticos eleitos no vácuo do seu líder nacional, dos seus apoiadores e de “avatares” sem certidão de nascimento, criados apenas para divulgar discursos de ódio e desinformação nas redes sociais.

Este é, aliás, o campo de batalha escolhido como prioritário pelos defensores do retrocesso e do vale-tudo. Sentindo-se protegidos pela perspectiva de anonimato no universo virtual, eles destilam frustrações e preconceitos, animados e alimentados por lideranças tacanhas, de baixa extração cultural, sem o menor compromisso com a ética, a solidariedade humana e as lições da história. Misturam no mesmo caldo ideologias antagônicas, referências antípodas e ideias contraditórias, quase sempre produzidas por outras pessoas e retiradas do contexto em que foram formuladas.

No Espírito Santo, esse movimento – se é que podemos chamar assim à tentativa de reeditar barbáries já provadas pela humanidade – tem algumas caras conhecidas e uma multidão de fantasmas cibernéticos que assinam perfis falsos nas redes sociais. Pendurados no capitão-presidente, eleito à sombra da catastrófica administração petista que o antecedeu, eles tentam se erguer da insignificância de suas trajetórias públicas radicalizando na vulgaridade e na baixeza. Assim, alheios aos mais básicos ditames da política e da convivência em sociedade, alimentam os zumbis acéfalos que replicam nas redes seu ódio cego.

O subproduto capixaba desse movimento nacional tem como alvo principal o governador do estado, Renato Casagrande. E, para combatê-lo, valem todas as baixezas, todas as mentiras, todas as agressões. Mesmo em meio à mais brutal pandemia do século, que já produziu dezenas de milhares de mortes no país, militantes do ódio e seus líderes são incapazes de demonstrar o mínimo de humanidade. Diante da tragédia, espalham notícias falsas, deturpam orientações de saúde, apenas para dificultar o trabalho do governo ao qual se opõem e que tentam conquistar da maneira mais desonesta e desonrosa.

É hora, pois, de dar um basta nessas ações. A sociedade não pode aceitar passivamente o veneno destilado por uma minoria aferrada a preconceitos arcaicos, frustrada pela própria incompetência e imbecilizada pelo discurso raso dos espertos de ocasião. Há diversas iniciativas em curso com esse objetivo, como os processos das “fake news” e das manifestações antidemocráticas, ambos tocados pelo Supremo Tribunal Federal, e as ações judiciais movidas pelo próprio governo capixaba contra os agressores e seus robôs. Mas a resposta mais efetiva tem de ser dada pelos cidadãos. Neste momento, deixando de compartilhar o lixo postado pelos que comandam os grupos de ódio. E daqui a pouco, varrendo com seu voto a pregação autoritária que defende a volta da ditadura, a oficialização da mentira, o desrespeito à vida e a eliminação dos divergentes.

Comentários Facebook
Continue lendo

CIDADES

ESTADO

POLÍTICA NACIONAL

ENTRETENIMENTO

Mais Lidas da Semana