O Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES) denunciou um esquema de venda de atestados médicos falsos pela internet. Os documentos chegam a ser oferecidos por valores a partir de R$ 29 e podem usar indevidamente nome, assinatura, carimbo e registro profissional de médicos verdadeiros.
A fraude foi descoberta após o cardiologista Leandro Rua Ribeiro identificar que seus dados profissionais estavam sendo usados em um atestado falso, sem que ele tivesse realizado qualquer atendimento. O documento concedia afastamento por motivo de saúde a uma suposta paciente.
Segundo o CRM-ES, alguns documentos falsificados simulam mecanismos de validação, como QR Code e assinatura eletrônica, para tentar aparentar autenticidade. A entidade alerta que empresas e trabalhadores devem redobrar a atenção, já que o uso de atestado falso é crime e pode resultar em demissão por justa causa.
A presidente do CRM-ES, Karoline Calfa Pitanga, classificou o caso como grave e preocupante. Para ela, a fraude atinge não apenas os médicos que têm seus dados utilizados de forma criminosa, mas também empresas, trabalhadores e todo o sistema de saúde.
O cardiologista Leandro Rua afirmou que a situação representa um ataque à honra profissional. Ele registrou boletim de ocorrência e espera que os responsáveis sejam identificados pelas autoridades.
Diante do caso, o CRM-ES prepara uma campanha de conscientização voltada a médicos, empresas e trabalhadores. A orientação é que os atestados sejam conferidos por meio de canais oficiais de validação, e não apenas por QR Codes ou links enviados junto aos documentos.
A entidade também reforça que, ao identificar uso indevido de nome, assinatura ou CRM, o médico deve registrar boletim de ocorrência e comunicar o Conselho para que as providências cabíveis sejam adotadas.





















