A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, avalia adotar uma posição de neutralidade na eleição presidencial. A movimentação pode representar um desafio para o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro na disputa pelo Palácio do Planalto.
Segundo parlamentares dos dois partidos, a discussão envolve desgastes recentes, articulações regionais e negociações em torno da vaga de vice na chapa presidencial.
Um dos fatores que ampliou o debate foi a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, do União Brasil, que era cotado para disputar o Senado no Rio de Janeiro com apoio de Flávio Bolsonaro. Após a operação da Polícia Federal, o PL passou a avaliar a substituição do nome de Canella pelo deputado federal Marcelo Crivella, do Republicanos, o que gerou incômodo na cúpula do União Brasil.
Lideranças da federação também defendem que uma posição neutra no cenário nacional poderia facilitar alianças nos estados e dar mais liberdade aos candidatos que disputam vagas no Congresso Nacional.
No Rio de Janeiro, por exemplo, parlamentares avaliam que a neutralidade ajudaria em composições regionais. Situações semelhantes também são observadas em outros estados, como Amazonas e Bahia, onde lideranças locais buscam caminhos próprios para as disputas estaduais.
Do lado do PP, também há insatisfação com a postura de Flávio Bolsonaro em relação ao senador Ciro Nogueira, presidente nacional do partido. Integrantes da legenda afirmam que a posição nacional da federação ainda pode ser reavaliada caso o partido seja contemplado com a vaga de vice na chapa.
A senadora Tereza Cristina, do PP de Mato Grosso do Sul, chegou a ser citada como uma possível opção para a vice, mas a definição ainda não foi tomada.
A discussão sobre neutralidade mostra que as articulações nacionais seguem abertas e que os partidos da federação buscam equilibrar interesses eleitorais nos estados com a disputa presidencial de 2026.



















