A Justiça decretou a prisão preventiva de Mário Almeida Pinto, investigado pela morte da companheira Monique Oliveira Fernandes, de 33 anos, em São José do Calçado, no Sul do Espírito Santo.
O homem confessou ter matado a companheira e enterrado o corpo em um dos cômodos da residência onde o casal morava. Ele deverá responder, em tese, pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver.
Segundo a Polícia Civil, Mário foi preso inicialmente em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver, considerado permanente. Após a audiência de custódia, a Justiça aceitou o pedido para converter a prisão em preventiva.
Monique estava desaparecida desde o dia 7 de julho. O caso começou a ser investigado depois que a mãe da vítima registrou o desaparecimento.
Durante as buscas, os policiais realizaram diligências em hospitais, institutos médicos legais e terminais rodoviários da região. Uma obra realizada dentro da casa do casal enquanto Monique permanecia desaparecida levantou suspeitas entre os investigadores.
Inicialmente, o companheiro afirmou que ela teria deixado a cidade com destino a Rio das Ostras, no Rio de Janeiro. No entanto, a versão apresentou inconsistências ao longo da investigação.
Na sexta-feira (24), quase 20 dias após o desaparecimento, Mário compareceu à delegacia acompanhado de um advogado, confessou o crime e indicou o local onde havia enterrado o corpo.
Em depoimento, o investigado alegou que o crime aconteceu durante uma discussão. Segundo a versão apresentada por ele, Monique teria pegado uma faca, e ele a atingiu com um banco de madeira. A Polícia Civil informou que o relato ainda será apurado.
Após a morte, o suspeito teria enterrado o corpo dentro da residência e continuado a morar normalmente no imóvel durante cerca de 20 dias.
A investigação aponta que o relacionamento era marcado por discussões frequentes. Apesar disso, não havia registros de boletins de ocorrência por violência doméstica nem pedidos de medida protetiva feitos pela vítima.
O suspeito não possuía antecedentes criminais, mas permanecerá preso preventivamente enquanto o caso continua sendo investigado.


















