MENU

PCES prende na Serra empresário investigado por causar acidente que matou família na BR-101 em Jaguaré

publicidade

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio de uma ação conjunta do Centro de Inteligência e Análise Telemática do Norte (Ciat Norte) e das Delegacias de Polícia de Jaguaré e João Neiva, prendeu, na noite da última quinta-feira (18), um empresário investigado por provocar o acidente que resultou na morte de quatro integrantes de uma mesma família na BR-101, em Jaguaré, no Norte do Estado, em dezembro de 2025. A prisão preventiva foi cumprida no município da Serra, quando o investigado foi localizado dentro de um ônibus interestadual, supostamente tentando deixar o Espírito Santo.

Ele foi indiciado por quatro homicídios com dolo eventual, três lesões corporais com dolo eventual, embriaguez ao volante, omissão de socorro e fuga do local do acidente. As informações sobre a investigação e a captura foram apresentadas em coletiva de imprensa realizada na última sexta-feira (19), na Chefatura de Polícia Civil.

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil (PCES), Jordano Bruno, a prisão representa uma resposta firme à gravidade do caso. “Foi uma tragédia que comoveu toda a sociedade capixaba. Uma família praticamente inteira foi destruída. A Polícia Civil trabalhou de forma técnica, com base em provas robustas e laudos periciais, para garantir uma resposta rigorosa à altura da gravidade dos fatos e do sofrimento dos familiares das vítimas”, destacou.

Segundo o titular das Delegacias de Polícia de Jaguaré e Vila Valério, delegado Erick Esteves, a investigação durou cerca de seis meses e contou com o apoio da Polícia Científica, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Militar do Espírito Santo (PMES). “Foi uma investigação complexa, que demandou toda a expertise da Polícia Civil. Foram cerca de seis meses de trabalho técnico, com levantamentos, diligências e análise de provas para que pudéssemos chegar ao indiciamento e, agora, à prisão do investigado”, disse.

De acordo com as investigações, o empresário trafegava pela BR-101 quando colidiu na traseira do veículo ocupado por um casal e duas crianças. Com a força do impacto, o automóvel foi lançado para a pista contrária, ocasionando outras colisões e deixando mais três pessoas feridas.

As apurações apontaram que o investigado havia ingerido bebida alcoólica antes do acidente e trafegava em velocidade muito superior à permitida para o trecho. “Conseguimos demonstrar que o investigado ingeriu bebida alcoólica em quantidade excessiva momentos antes do acidente e assumiu o risco de causar aquela tragédia. Foi realizado um trabalho de inteligência que permitiu identificar que o veículo estava a aproximadamente 143 quilômetros por hora pouco antes do impacto. O local possui redutor de velocidade e sinalização indicando limite máximo de 60 quilômetros por hora. Esse é mais um elemento que demonstra a assunção do risco pelo investigado”, explicou o delegado.

Segundo Erick Esteves, após o acidente, o motorista deixou o local sem prestar socorro às vítimas e apresentou uma versão que foi descartada ao longo da investigação. “Cinco dias depois ele se apresentou à Polícia Civil alegando que teria sofrido um apagão em razão do uso de medicamentos. No entanto, a investigação conseguiu refutar tecnicamente essa versão. Não encontramos elementos que sustentassem essa alegação e reunimos provas que apontam para o consumo excessivo de álcool antes do acidente”, afirmou.

O delegado acrescentou que outros elementos reunidos pela investigação também enfraqueceram a narrativa apresentada pelo investigado. “Logo após os fatos, ele deixou o local e chegou a manter contato com advogado. Esses elementos também foram importantes para afastar a versão de que ele não se recordava do ocorrido”, pontuou.

Concluído o inquérito policial, o empresário foi indiciado por quatro homicídios com dolo eventual, três lesões corporais com dolo eventual, embriaguez ao volante, omissão de socorro e fuga do local do acidente. Após os procedimentos de praxe, ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Assessoria de Comunicação Polícia Civil
Comunicação Interna – (27) 3198-5832 / 3198-5834

Informações à Imprensa:
Olga Samara / Matheus Foletto
(27) 3636-1536 / (27) 99846-1111 / (27) 3636-1574 / (27) 99297-8693
[email protected]

Fonte: POLÍCIA CIVIL ES

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade