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Sem Face e Insta (parte 1)

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Sem Face e Insta, eu tive a oportunidade de ver, da janela do ônibus, o contentamento – e o sorriso! – da moça que reencontrou seu amigo. Sem Face e Insta, sou o Carlton Banks fazendo aquela dancinha, sabe? Sem Face e Insta, enfim descobri o azul da cor do mar de Tim Maia. Sem Face e Insta, poderei voltar a tomar banho de chuva de verão. Agora, sem Face e Insta, o testemunha de Jeová não dará mais com a cara na porta de casa, domingo de manhã; eu vou atende-lo. Sem Face e Insta, finalmente aprendi o ABC do Santeiro. Sem Face e Insta, conseguirei saber quem, afinal, chamou Maria Bethania, em “Brincar de Viver”. Nunca precisei de Face e Insta pra saber – lá em 96, 97 – que Cidade de Deus é o maior barato. Muito antes do Face e do Insta, a batina do padre já tinha dendê. Pero Vaz de Caminha escreveu uma carta, não um textão no Face. O livro de Gênesis é a prova inequívoca de que Deus dispensou o Face e o Insta pra divulgar a criação do mundo em sete dias. Sem Face e Insta, voltei a peidar, até.

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