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Antônio Coimbra é o candidato do PSB em São José do Calçado

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A convenção do diretório municipal do Partido Socialista Brasileiro (PSB) confirmou nesse fim de semana a candidatura de Antônio Coimbra de Almeida, conhecido como ‘Cuíca’, a prefeito de São José do Calçado.

O nome escolhido para candidata a vice-prefeita foi de Lorena Pirovani (PP). A coligação “Unidos para reconstruir Calçado”, conta com cinco partidos (PP, PSB, Cidadania, PV e PT) e terá ainda 68 candidatos à Câmara Municipal..

Cuíca tem 63 anos, é contador, casado com Sheila Santos de Almeida e pai de Rafael Santos de Almeida e Gabriel Santos de Almeida ambos advogados que atuam como procurador.

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Será que o Rei da Linguiça quer ser o novo Barão de Itapemirim?

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Por Tiago Turini

O nome Barão de Itapemirim que leva a rua onde hoje funciona a Câmara Municipal de Cachoeiro nunca fez tanto sentido. Um vereador declaradamente monarquista quer aprovar uma lei “nunca vista antes na história do município”. Uma super lei, valendo mais que determinações do Governo Federal e Estadual, criando uma espécie de império dentro da República, onde o que vale da porteira para dentro de Cachoeiro é o que ele aprova no Legislativo Municipal.

Talvez pela pouca idade e por ter crescido praticamente em um império, a empresa do seu pai, a Cofril, Juninho da Cofril, como é conhecido, talvez esteja sendo influenciado pela realidade em que viveu e viu até hoje, onde apenas o patrão manda e os funcionários obedecem. Juninho talvez precise entender que a lógica, agora, é inversa: o funcionário é ele e quem manda é o povo, além, é claro, de toda uma construção histórica de um regramento que acabou virando um mundaréu de leis, na qual, em seu ápice político hoje (23) na Câmara Municipal de Cachoeiro, durante um evento negacionista, transgrediu algumas dessas leis, cometendo crime contra a saúde pública, ao promover aglomeração em meio a uma pandemia. Será que o Ministério Público viu isso?

O que Juninho da Cofril propôs e levou quase todos os vereadores a embarcarem nessa furada, com a exceção do vereador professor Diogo Lube que se posicionou contra, é uma aberração legislativa. Mas como é marinheiro de primeira viagem e refuta ter assessoria de qualquer área, o erro é perdoável.

Juninho da Cofril quer criar uma lei onde, num cenário imaginário, por exemplo, em caso de uma outra pandemia no Brasil, nem mesmo o Governo Federal poderia determinar o que aconteceria em Cachoeiro. Ou seja, se amanhã o Brasil inteiro tiver que fechar o comércio, no Império Cachoeirano onde quem fabrica linguiça é rei, o comércio poderá funcionar normalmente, pois valerá o que diz a lei municipal proposta hoje, onde quem determina o que é essencial ou não no comércio será o Legislativo Municipal. É tão óbvio que não precisa ser nenhum Sérgio Moro para enxergar a inconstitucionalidade de tal Projeto de Lei.

Mais ainda

Juninho convocou empresários e trabalhadores para um protesto na porta da Câmara que, entre outras coisas, descumpriu todas as medidas sanitárias para enfrentamento do Coronavírus. E o povo que lá compareceu não sabia que se aglomerou à toa, porque a lei já nascia morta e nenhuma manifestação coletiva serviria de nada, até porque, falta uma semana, das duas impostas, para a quarentena acabar.

Talvez falte um pouco mais de Bolsonaro em Juninho da Cofril. Jogar para a plateia e fazer discursos vazios, acompanhados de políticas públicas ineficientes pode parecer fácil, mas, a exemplo do presidente, requer muitos anos de experiência.

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