A economia do Espírito Santo cresceu 2,2% no primeiro trimestre de 2026, acima da média nacional, que ficou em 1,8% no mesmo período. Os dados são do Indicador de Atividade Econômica, elaborado pelo Observatório Findes.
O principal motor do crescimento capixaba foi a indústria, que avançou 11,2% nos três primeiros meses do ano. O resultado foi impulsionado principalmente pela produção de petróleo e gás e pela pelotização de minério de ferro.
Dentro da indústria extrativa, o segmento de petróleo e gás registrou alta de 40,8%, enquanto a pelotização cresceu 26,7%. A operação da plataforma Maria Quitéria, além do aumento da produção da Samarco e da Vale, ajudou a fortalecer o desempenho do setor.
Apesar do resultado positivo, a indústria de transformação teve queda de 1,9%. O recuo foi puxado por segmentos como alimentos e papel e celulose. Por outro lado, áreas como metalurgia, minerais não metálicos e derivados de petróleo apresentaram crescimento.
O setor de serviços também contribuiu para o avanço da economia, especialmente nas áreas de transporte e comércio. O transporte foi beneficiado pela força da indústria extrativa, enquanto o comércio teve apoio do mercado de trabalho e da renda das famílias.
Já a agropecuária teve queda de 11,4% no trimestre. O desempenho negativo foi influenciado por lavouras com resultado abaixo do registrado no mesmo período de 2025, como milho, tomate, cana-de-açúcar e arroz.
Para 2026, o Observatório Findes projeta crescimento de 1,7% para a economia capixaba. A expectativa considera a expansão da indústria extrativa, novos investimentos e a manutenção de um mercado de trabalho aquecido.
Mesmo assim, a entidade alerta para riscos que podem afetar o ritmo de crescimento, como juros elevados, inflação de serviços, preço dos alimentos, cenário fiscal e instabilidade internacional.


















